segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Tudo em aberto

Quando, na semana passada, referi que não seria uma desgraça perder no estádio do Dragão, fi-lo por diversas razões.

Antes de mais, por reconhecer a dificuldade histórica sentida nas deslocações ao campo do FCP. Os mais desatentos poderão pensar que as estatísticas estão inquinadas pelo que aconteceu no futebol português a partir dos anos 80 (e estão!). No entanto, convém recordar que, por exemplo, nos anos 60 em que conquistámos seis Campeonatos Nacionais, fomos bicampeões europeus e disputámos mais três finais da TCE em oito temporadas, lográmos apenas uma vitória e três empates nos oito jogos disputados nas Antas. Por outro lado, quatro pontos de atraso à quinta jornada, embora longe do desejável, em nada hipoteca a nossa candidatura ao título.

E reconheci, também, apesar da mudança de rumo estratégico (menor investimento e aposta consistente na formação), que a equipa já mostrara sinais, individual e colectivamente, de ser competitiva.


Sei que os resultadistas me contrariarão, mas a forma como o clássico se desenrolou não me fez mudar de opinião. Apresentámo-nos personalizados, fomos superiores na primeira parte, defendemos bem e perdemos porque, afinal, se trata de futebol, um desporto em que, nos confrontos entre equipas equilibradas, a vitória sorri a quem é mais feliz e/ou competente nos detalhes. No caso, três: A bola que não entrou nas oportunidades que dispusemos na primeira parte; Um erro nosso a meio-campo a resultar numa transição rápida superiormente finalizada a poucos minutos de terminar o encontro; E a benevolência do árbitro num lance em que o lateral direito portista mereceu ser expulso por acumulação de amarelos no início da segunda parte.

Jornal O Benfica - 25/9/2015

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