segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Rumo ao 37

Preciso de recuar cerca de ano e meio, a quando não era evidente que estaríamos hoje a comemorar um tetracampeonato. Ao longo dessas semanas, tentei passar a mensagem de que não chegara o tempo de sentenciar a nossa equipa técnica. Claro está, fui insultado nas redes sociais, o palco privilegiado de quem tem o coração no teclado do computador e faz da insídia a sua principal argumentação. E mais expectável do que os insultos, não houve ainda, entre os que me insultaram, quem me tenha dito que, afinal, talvez estivesse errado em pedir a cabeça de Rui Vitória e, por arrasto, a de Luís Filipe Vieira.

Sobre o “pai do tetra”, prefiro enaltecer a sua visão estratégica desde que chegou à presidência do nosso clube. O tetra não é um fim em si mesmo, tratando-se antes de uma consequência natural de algo mais vasto, que levou o seu tempo a ser concretizado. O mérito de Luís Filipe Vieira, e pelo qual antevejo será recordado no futuro, foi o de equiparar o Sport Lisboa e Benfica ao legado histórico que havia construído. O Benfica actual corresponde à ideia de Benfica que chegou, há 15 anos, a parecer uma miragem, uma memória difusa de um passado que não mais se repetiria. O tetra consolida esta ideia, mas a sua inobservância não invalidaria o excelente trabalho feito na última década e meia.


E este feito contraria também aqueles que sempre defenderam a aposta exclusiva no futebol. O Benfica, como tem sido demonstrado nos últimos anos, pode ser um clube simultaneamente ecléctico e ganhador. Tetracampeão de futebol, campeão de voleibol, pentacampeão de hóquei (feminino), vencedor das Taças de Portugal de futsal (masculina e feminina), tudo isto num fim-de-semana. É obra!

Jornal O Benfica - 19/5/2017

Fim de quarentena

Todos estamos agradecidos aos benfiquistas que há uns poucos meses dedicaram parte do seu tempo, dinheiro e esforço para homenagearem vint...