sábado, 24 de fevereiro de 2018

Capelada


Assistimos a um autêntico “roubo de capela”. O golo fora de horas, parecendo que o jogo só terminaria quando o Sporting marcasse, deveria constar nos compêndios das más arbitragens. A incompetência de Capela é gritante, a que se lhe junta a permeabilidade à pressão de outrem e a indisfarçável ausência de critérios uniformes. Por exemplo, o que foi feito do rigor que o levou a expulsar Cardozo no estádio da Luz por dar uma palmada no relvado, na celebração de Coates, ao despir a camisola sem que tenha sido admoestado com o segundo amarelo? E daquele que, em Olhão, resultou no único vermelho directo da carreira de Aimar?

O vídeoárbitro, com Capela, é manifestamente insuficiente. É também necessário o vídeorelógio e, sobretudo, o vídeopudor. “Capela é Capela” e pior insulto não lhe poderia dirigir.

Entretanto, no twitter oficial do Sporting logo após a partida, foi manifestado regozijo pelo golo apontado “aos 95 minutos”. Sim, 95, leu bem, e não aos 98, como todos, talvez excepto o inefável Capela, viram. Assim se entende o apelo de Bruno de Carvalho para que os sportinguistas apenas leiam, oiçam e vejam os meios de comunicação do seu clube. Eles, orgulhosamente sós, confortavelmente refastelados na fantasia de que a culpa dos seus insucessos é sempre do Benfica, julgam que se tornarão imunes à cruel realidade de que, do outro lado da segunda circular, há um clube maior e melhor, cujos adeptos, ao contrário deles, agora calados que nem lagartos, não sentem a necessidade de se tornarem arautos da verdade desportiva somente quando lhes convém.

P.S. Parabéns à nossa equipa de atletismo! Já dizia Cosme Damião: “(…) no futuro a dedicação goleia o dinheiro”.

Jornal O Benfica - 23/2/2018

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Toupeiras


A infâmia é ilimitada, agora acusam-nos de ter uma toupeira na Polícia Judiciária…

Mas temos uma em Portimão, que me confidenciou que banalizámos o Portimonense nos primeiros 40 minutos de jogo e que, não fosse a pouca eficácia, teríamos resolvido a partida nesse período do jogo. Depois, já com os algarvios a darem-nos luta, despontou a genialidade de Cervi e Zivkovic e conquistámos três pontos bem merecidos. Outra toupeira, mas esta no balneário benfiquista, assegurou-me que continuaremos a dar tudo por tudo pelo penta até final do campeonato.

Uma outra, radicada em Sines, deu-me conta da excelente exibição da nossa equipa de basquetebol que permitiu a conquista da Taça Hugo dos Santos. O Benfica mantém-se dominador na modalidade.

Mais uma, mas na Eslovénia, elogiou o contributo dos futsalistas portugueses que se sagraram campeões europeus da modalidade. Tratou-se de um triunfo de Portugal, o mérito é da selecção nacional e de todos os clubes portugueses que fomentam o futsal em Portugal.

Ainda outra garante-me que Carlos Xavier, antigo jogador do Sporting que, como a maioria naquelas bandas, apesar do seu esforço, dedicação e devoção, pouca glória obteve, tentou ressuscitar o episódio, de 2005, em que o Estoril recebeu o Benfica no Algarve. O Estoril, nessa temporada no seu estádio, perdeu seis vezes e empatou três. Portanto ganharia ao Benfica de certeza…

Finalmente temos outra que se desmultiplica pelo Expresso, Correio da Manhã e Sábado, e ainda pelo baluarte da infâmia. Dos seus relatos sobressai apenas o desespero, pela facturação de uns e pela míngua de títulos de outros. E a criatividade e a indecência, aparentemente inesgotáveis e bem coordenadas.

Jornal O Benfica - 16/2/2018

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ganhar em Portimão


Há que reconhecer a persistência dos detractores do Benfica. É formidável como se notabilizam pela sua imaginação fértil, não bastas vezes distorcendo a realidade para que esta vá ao encontro das suas pretensões.

Por exemplo, sobre a goleada imposta ao Rio Ave, houve quem tenha alegado a sorte do Benfica ter empatado a partida quase imediatamente após o reatamento da segunda parte, tentando desvalorizar assim, implicitamente, a brilhante segunda parte da nossa equipa. É um argumento canhestro, por várias razões, que não passa de uma mera tentativa vã e ridícula de escamotear algo que me parece evidente e que já não há quem ouse negar: O Benfica está bem vivo na luta pelo título. Aparentemente, é surpreendente…

Vejamos, há três ideias fortes que nos têm sido vendidas desde o início da época. O Benfica desinvestiu, Rui Vitória é limitado e o plantel à sua disposição não tem qualidade para lutar pelo penta; O FC Porto apresenta uma capacidade nunca antes vista para impor uma dinâmica no jogo que impossibilita os seus adversários de respirarem, quanto mais de lutarem por um pontinho que seja; O Sporting tem um plantel recheado de grandes jogadores orientados pelo mestre da táctica e potenciador mor de talento. Como explicar então que o Benfica, este Benfica, ainda por cima este Benfica debilitado por diversos problemas físicos de jogadores fundamentais, possa acalentar, à 22ª jornada, a renovação do título?

Não serei eu a explicar-lhes. Que continuem a encontrar refúgio para os seus insucessos na diabolização do Benfica ao invés de se consciencializarem do nosso mérito, que só nos ajudarão. Quanto a nós, lutaremos sempre pelos três pontos. É o único caminho!

Jornal O Benfica - 9/2/2018

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Inesperado

Era só o que faltaria agora que um mero empate hipotecasse as nossas pretensões ao penta. Estão 42 pontos em disputa, lutaremos por cada um deles. Porém parece-me indiscutível que dificultou a tarefa da nossa equipa. Mas eu, enquanto benfiquista, consciente de que não ganharemos sempre, o que espero dos nossos atletas e treinadores é que, em cada jogo, em cada treino, dignifiquem a nossa instituição. Fizeram-no no Restelo, apesar da desinspiração individual e colectiva na primeira parte e do mau resultado obtido. Assim joguem sempre como na segunda metade que, mesmo sem deslumbrarem, estarão sempre mais perto da vitória.

De positivo notei que o melhor jogador em campo, Cervi, e o melhor jogador e goleador da equipa, Jonas, apesar de terem tido nos seus pés oportunidades flagrantes para nos colocarmos em vantagem (e estou certo que a vitória não fugiria) e de as terem desperdiçado, não se tornaram nos bodes expiatórios do desaire. Principalmente o argentino, que não beneficia do lastro de admiração dedicada ao brasileiro, o melhor futebolista estrangeiro da história do Benfica, na minha humilde opinião. Cervi foi quem, na primeira parte, mais tentou inverter o rumo dos acontecimentos e, nos segundos 45 minutos, quem de facto mais influência teve na inversão conseguida. Merece o meu aplauso!

P.S.1 Jonas, com 89 golos, igualou Valadas e passou a ser, ainda somente na quarta temporada de águia ao peito, o 11º melhor marcador de sempre do Benfica no Campeonato Nacional.

P.S.2 Afinal, a Taça da Liga é uma competição importante.


P.S.3 Bruno de Carvalho afirmou que qualquer “monte de esterco é livre de fazer denúncias”. Tem toda a razão!

Jornal O Benfica - 2/2/2018

Futebolês

No estrangeiro e sem tempo para a habitual crónica, avanço com algumas sugestões que, eventualmente, não carecem de revisão, para um dicio...