segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Números da semana (2)

46

Total de jogadores a marcarem, pelo menos, meia centena de golos em “jogos oficiais” de águia ao peito. Seferovic faz agora parte deste lote restrito de jogadores, depois de ter bisado frente ao Vilafranquense (tem 51 golos e é o 44º melhor de sempre);

47

Foram muitas as dificuldades sentidas para ultrapassar a teia defensiva montada pelo V. Guimarães. Mérito para o nosso adversário que soube bloquear um Benfica que, nos 19 jogos em competições oficiais disputados na presente temporada, já marcou 47 golos. É preciso recuar a 2009/10 para encontrarmos uma época tão prolífera neste domínio. E depois a 1989/90.

86

Golos marcados por Pizzi ao serviço do Benfica em competições oficiais. O internacional português promete ser presença assídua nesta coluna e é agora o 25º melhor marcador de sempre do clube em “jogos oficiais”. Na Liga Europa/Taça UEFA, soma agora 8 golos em 12 jogos, igualando o desempenho de Filipovic. Falta-lhe um golo para alcançar Simão na 3ª posição. Considerando todas as competições europeias, totaliza 13 golos e é o 9º no ranking, a par do 8º, Isaías;

300

Jogos de Pizzi pelo Benfica em competições oficiais, o 30º a alcançar esta marca;

328.65

Diferença, em milhões de euros e de acordo com estimativas do site Transfermarkt (consultado na 3ª feira), do valor dos plantéis entre o 13º mais valioso, o Arsenal, e o 31º, o Benfica, o primeiro não pertencente às cinco ligas mais ricas. Porventura significativo, mas nada que nos deva atemorizar!

1947

Nome do novo troféu do panorama competitivo nacional do hóquei em patins e que teve uma estreia auspiciosa, com o Benfica a ser o primeiro a inscrever o nome no palmarés. Muitos parabéns à nossa equipa!

Jornal O Benfica - 18/12/2020

Grandeza do Benfica

Defrontar o Arsenal relembra-me sempre o “Fever Pitch”, de Nick Hornby, publicado em 1992 e considerado, diria unanimemente, como um dos melhores livros sobre futebol. O autor, escritor consagrado, descreve magistralmente, num registo autobiográfico, a paixão por futebol e o fanatismo por um clube, no caso o nosso próximo adversário na Liga Europa.

Hornby confessa que despertou definitivamente para o futebol com a final da TCCE de 1968, na qual o Manchester United derrotou o Benfica, e termina a narração em 1991 quando se está a preparar para sair de casa e ir até Highbury para ver um jogo do seu clube, também frente ao Benfica (a nossa vitória, por 1-3, é o epílogo perfeito para o livro, e digo-o muito satisfeito, mas sem qualquer ironia).

Leio muitos livros sobre futebol e, por isso, sei o muito que o Benfica é referenciado e, por conseguinte, respeitado. Não me incomodam as menções aos nossos desaires porque tenho a consciência de que, caso não fosse relevante ganharem-nos, elas não existiriam. O triunfo sobre o Benfica não é um mero dado estatístico, mas um feito em si mesmo.

O Benfica está nas biografias de Best, Charlton, Clough, Cruyff, Pelé, Puskás e tantos outros que se notabilizaram ao longo dos tempos no futebol. Veja-se George Best, cuja consagração precoce da sua genialidade futebolística ocorreu em 1965, com a exibição feita no estádio da Luz. Ou de Pelé, que se recorda sempre da exibição pelo Santos na Luz. Ou da matreirice do mítico Brian Clough, quando liderava o Derby County e encharcou o relvado nos dias anteriores à recepção ao Benfica em 1972. Há muitos mais exemplos, mas precisaria do jornal inteiro. Talvez escreva um livro sobre o tema...

Jornal O Benfica - 18/12/2020

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Números da semana (1)

1.25 – golos por jogo de Darwin na Liga Europa. Cinco em quatro jogos na época de estreia são esclarecedores quanto ao enorme potencial do jovem uruguaio;

5 – Posição de Pizzi no ranking de goleadores benfiquistas na Liga Europa/Taça UEFA. Soma sete golos, os mesmos que Saviola, mas em menos jogos. Nas competições europeias, é o 11º melhor de sempre, marcou 12, tantos quanto Simão, o 9º, João Pinto e Salvio;

7 – Triunfos nas primeiras nove jornadas do Campeonato Nacional. Os números não dizem tudo, mas são factuais. Melhor só em onze das 86 edições anteriores (duas nas últimas 30);

21 – Golos benfiquistas na Liga NOS em 2020/21. Só em seis temporadas, nas últimas trinta, o Benfica marcou mais nas primeiras nove jornadas. Porém os onze golos sofridos recomendam melhorias neste capítulo;

26 – Jogos consecutivos, na qualidade de visitado, sem conhecer a derrota na Liga Europa. Um recorde da competição. Jorge Jesus liderou a equipa em 22 destas partidas, nas quais se incluem duas relativas a meias-finais e quatro a quartos-de-final, todas vitoriosas;

93.41 – Tempo de jogo (quatro minutos adicionais) quando Waldschmidt assinou o golo (o sexto da conta pessoal) que valeu o triunfo frente ao Paços de Ferreira. Imagine-se a celebração caso houvesse público no estádio...;

100 – Jogos de Rafa no Campeonato Nacional ao serviço do Benfica. O golo ao Paços de Ferreira foi o seu 31º de águia ao peito na prova e guindou-o a 45º melhor de sempre pelo clube. São números impressionantes, tendo em conta que não cobra grandes penalidades e que foi titular em somente 72 partidas. Nos 151 jogos “oficiais” pelo Benfica, leva 41 golos (55º), os mesmos de Gaitán, mas em menos 104 jogos;

Jornal O Benfica - 11/10/2020 (escrito anteriormente ao Standard Liège - Benfica)

Lagartices

Haverá reacção mais típica de um sportinguista do que aquela do presidente leonino após o jogo em Famalicão? Disse Varandas: “Este golo jamais seria anulado aos nossos rivais”, referindo-se abusiva e delirantemente a Benfica e Porto, e que o preocupa “a natureza como é visto o VAR nos jogos em que o Sporting perdeu pontos”, acrescentando que lhe custa muito “ver quatro pontos retirados por se utilizar mal o VAR”. E para que se atingisse o expoente máximo do lagartismo, justificou o tal “erro”, pois “seriam quatro pontos de avanço e começam a tremer”.

Sobre a rivalidade, refira-se que deriva da implantação social dos clubes e de razões históricas, mas nem por sombras, no presente, da força futebolística. E, por isso, é com um misto de vergonha alheia e sadismo que oiço Varandas aludir a um pretenso receio dos “rivais” por, imagine-se, a possibilidade do Sporting, quase sempre perdedor nas últimas quatro décadas, poder dispor de uma vantagem de quatro pontos à nona jornada. O Sporting nunca deixará de ser o Sporting e é com isso que conto quando faz umas flores, quase nunca me decepcionando.

E o VAR... não obstante as costumeiras e pretensiosas alusões tipicamente lagartas duma pretensa exclusividade de comportamentos éticos recomendáveis, só o preocupa os erros quando o Sporting perdeu pontos. Que um seu jogador tenha marcado um golo irregular, como foi o caso de Pedro Gonçalves ao Moreirense na semana anterior, já não é da sua conta. Nem a questão da legalidade: objectivamente, Coates fez falta. Um detalhe que, de um ponto de vista lagarto, convém escamotear, não vá pensar-se, afinal, que “má utilização do VAR” signifique, nada surpreendentemente, “inconveniente ao Sporting”...

Jornal O Benfica - 11/12/2020

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Antitético

Proponho, a todos os editores de dicionários ilustrados, que se passe a usar uma imagem de Lito Vidigal a acompanhar o adjectivo antitético. O homem é treinador de futebol, mas não é futebol que treina.

Sendo justo, todos os princípios elementares do jogo podem ser identificados no futebol, que não é futebol, de Lito Vidigal: onze jogadores de cada lado, duas balizas e uma bola. Alternadamente, em cada parte, numa das balizas evita-se a todo o custo que a bola entre, na outra, mesmo que por mera casualidade, pretende-se que a dita atravesse a linha de golo.

Creio que, para se ser um jogador de futebol que não jogue futebol sob as ordens de Lito Vidigal, são necessárias características especialíssimas, entre as quais predomina a gestão inteligente da dor, aguda em vantagem, inexistente em desvantagem. Valoriza-se muito, também, a apetência para a dramatização. E mais é pedido a outros profissionais como, por exemplo, o homem/mulher do spray milagroso, a quem se recomenda apurada forma física pois, não sei se será boato, consta que, em vantagem, chega a correr mais do que alguns jogadores durante os jogos.

Junte-se a um adversário desta estirpe a repetida coincidência do estado do relvado se adequar, na perfeição, a esta abordagem antitética do futebol e, em mais ocasiões do que as desejadas, que até nem me parece que tenha sido o caso desta vez, os árbitros permissivos ou colaborantes, e assim se torna possível que um treinador de futebol que não treina futebol lá vá sobrevivendo no mundo do futebol...

P.S.: Não me apercebi logo do penálti sobre Everton, mas tive a certeza imediata que não seria assinalado. Vasco Santos, no VAR, dá-nos garantias quanto à previsibilidade das decisões.

Jornal O Benfica - 4/12/2020

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Escócia

Por razões familiares, em tempo de pandemia, teletrabalho, semi confinamentos, quarentenas e afins, é na Escócia que tenho passado a maior parte do tempo desde finais de Agosto. Festejei o sorteio que juntou Rangers e Benfica perante a possibilidade de poder ver ao vivo o Benfica neste país, embora cedo tenha percebido que se afiguraria bastante improvável. Faltam 48 horas para o início do jogo e ainda não desisti.

Para quem não conhece, descrevo a Escócia numa única palavra: Imperdível. Quem já cá veio sabe que não exagero. E aos bem-aventurados futuros visitantes, confiantes nos seus conhecimentos do idioma local, recomendo que se preparem mentalmente para a seguinte realidade: se é inglês que os escoceses falam, não foi inglês que vos ensinaram na escola. Eventualmente o ouvido é treinado, garanto-vos, porém, demora anos. Vale que, apesar do ar abrutalhado desta gente, predomina a simpatia para com os estrangeiros – não sendo estes ingleses, claro está – o que facilita a comunicação. E acrescento um detalhe relevante O verão, aqui, é um mito. Ao contrário do vento, que se faz sentir forte e quase constantemente.

Retomando o que verdadeiramente interessa, e perante a hipótese, ainda que remota, de poder ir ao Ibrox ver o Benfica, um amigo desabafou que, com tantas ausências, no meu lugar não iria. Não poderia discordar mais deste estado de alma. O meu amor ao Benfica é incondicional. Num certo sentido, as circunstâncias são irrelevantes na minha vivência do benfiquismo, só influindo no estado de espírito, nunca nos traços identitários. E convenhamos que, perspectivando o onze provável a dois dias do jogo, recheado de internacionais, fica demonstrada a qualidade do nosso plantel. Acredito num bom resultado!

Jornal O Benfica - 27/11/2020

Números da semana (178)

1 Terminadas as principais 7 ligas europeias e a Liga dos Campeões, Trubin foi o melhor guarda-redes sub-23 nos seguintes dados estatístic...