quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Sim


Hoje será realizada a Assembleia-Geral para a votação do Relatório e Contas do Sport Lisboa e Benfica. Enquanto escrevo, desconheço ainda o conteúdo do R&C, mas há alguns dados já conhecidos e que me apraz comentar.

Os seis exercícios consecutivos da SAD a darem lucro têm contribuído decisivamente para a recuperação dos fundos patrimoniais do clube. Recordarmo-nos da situação vivida no início do milénio é penoso, mas permite-nos, simultaneamente, admirar o percurso efectuado desde então, que inclui, entre os muitos feitos realizados, a construção do estádio, de toda a sua envolvente (piscinas, museu, pavilhões, etc) e do Benfica Futebol Campus e com a criação da Benfica TV.

Destaco estes porque considero que a passagem da Benfica Estádio e da BTV para o clube, detendo-as agora a 100%, durante o exercício 2018/19, é de extrema importância. Por um lado, o património do clube cresceu, o que é sempre importante. Mas, ainda mais relevante, a partir da data dessa medida, a alienação de todo o património do clube passou a ser possível somente com a aprovação dos sócios em Assembleia-Geral. O clube é, assim, ainda mais dos sócios.

Realce ainda para as receitas recorde, quer da SAD, quer do grupo Benfica. Estas são demonstrativas da evolução positiva que o clube tem tido nos últimos anos. O esforço empreendido na modernização e profissionalização, assim como o forte investimento nas vertentes associativa, desportiva e infra-estrutural, com o estádio e o Benfica Futebol Campus em primeiro plano nesta última, deram o retorno desejado.

Estou convicto de que hoje temos um Benfica mais forte em todas as suas valências e sobretudo mais estável, sólido e preparado para os desafios que venham a surgir.

Jornal O Benfica - 27/9/2019

Vergonha em Portimão


Disse o escritor Knausgård, no seu “Outono”, que “a vergonha é como um cadeado, mantém fechado o que deve estar fechado”. Se houvesse decência, um cadeado seria pouco para Rui Costa e Vasco Santos, o árbitro e o vídeoárbitro do Portimonense-Porto, ou um deles, pela vergonha que sentiriam por aquele penálti assinalado a favor do Porto em Portimão.

Quantos cadeados, correntes e coletes de força necessitariam caso reconhecessem o erro? No mínimo, tantos quantos Houdini usou no seu famoso número de ilusionismo (um pedido de escusa da arbitragem durante umas semanas seria o único “cadeado” que mereceria respeito da minha parte).

De facto, só os mais experimentados ilusionistas far-nos-iam acreditar que Jadson tem um braço que, como todos os outros, começa no pulso, mas que, incrivelmente, termina no tórax. Só Rui Costa e Vasco Santos, ou um deles, os propagandistas portistas, os fanáticos, um ou outro idiota útil e as mais resilientes e desavergonhadas caixas de ressonância na comunicação social fingem ter visto o que não existiu. E, sendo que a Liga alardeia o “grande investimento” no vídeoárbitro, não é crível que Vasco Santos não tivesse, à sua disposição, imagens dos mesmos ângulos que a Sporttv, os quais demonstram inequivocamente a inexistência de falta.

Com este lance, e o diligente e escrupuloso tempo adicional do tempo adicional da partida, além da não menos inacreditável expulsão injusta de um jogador vimaranense no primeiro minuto do Porto-V.Guimarães, espero não estarmos a assistir a uma reposição da primeira volta da temporada passada, sobre a qual esta e todas as colunas deste jornal não chegariam para descrever os erros de arbitragem favoráveis ao Porto.

Jornal O Benfica - 20/9/2019

Benfiquista


Quem me conhece sabe que a selecção nacional me é indiferente há uns bons anos. Não é embirração ou sequer um protesto, talvez seja ainda uma sequela de um tempo em que me revoltava a forma como o futebol português era dirigido e, em simultâneo, se tornara vulgar a quase total ausência de jogadores do Benfica nas convocatórias. E reconheço alguma arrogância da minha parte por me irritar a quantidade de desinteressados por futebol que opinam, festejam ou criticam nos períodos de maior notoriedade para a selecção. São os neoconvertidos a prazo que não fazem qualquer falta ao futebol.

De igual forma, não desejo desaires. Pura e simplesmente não sinto qualquer emoção. Quando calha, se nada mais interessante houver, sigo as partidas enquanto apaixonado pelo jogo que sou.

Nos últimos anos, o meu interesse cresceu, apesar da contínua indiferença quanto aos resultados. A maior participação de atletas do Benfica e de jogadores formados no nosso clube desperta a minha curiosidade, a qual já sentia em relação às selecções mais jovens, em que a forte e bem-sucedida aposta na formação na última década resultou, também, num acréscimo de qualidade nas equipas organizadas pela Federação. O meu interesse pela selecção assenta, exclusivamente, numa perspectiva benfiquista.

Não é invulgar que, geralmente pelos tais neoconvertidos, seja acusado de falta de patriotismo por não apoiar “a selecção de todos nós”. Esta é bem capaz de ser a acusação mais patética que já ouvi. Até porque, se a questão passa pela nação, a minha, no desporto, é a benfiquista. E é por isso que me emocionou ver as demonstrações exacerbadas de benfiquismo em Cabo Verde no passado fim-de-semana. O benfiquismo não tem fronteiras!

Jornal O Benfica - 13/9/2019

Números da semana (178)

1 Terminadas as principais 7 ligas europeias e a Liga dos Campeões, Trubin foi o melhor guarda-redes sub-23 nos seguintes dados estatístic...