segunda-feira, 31 de outubro de 2022

O visitante ganhou

De todas as recorrentes baixezas deste FC Porto das últimas quatro décadas, a mais patética, porque junta a inocuidade à ridicularia extrema e faz lembrar a saga Harry Potter (“aquele que não se pode pronunciar o nome…”), é de quando em vez o Benfica ser referido simplesmente por visitante. Nem sequer a extraordinária coincidência, há anos e anos, da terminação da quantidade de espectadores nos jogos disputados no estádio do Dragão ser sempre o número na camisola do marcador do primeiro golo portista (desde que já tenha acontecido no momento do anúncio do número de espectadores) se lhe aproxima.

Não deixa de ser curioso, no entanto, que se no relato do Porto Canal o Porto tenha defrontado o visitante, há muitos portistas que, na sequência de um golo da sua equipa, até em jogos em que o Benfica nem sequer participa, cantam SLB várias vezes a anteceder um insulto, o qual, diga-se de passagem, é ouvido com frequência inusitada em festejos portistas até da boca de atletas. Ora decidam-se: a idiotice não obriga à incoerência. E um clube fundado no longínquo ano de 1906 deveria ter mais amor próprio.

O último Porto – Benfica (ou o último visitado – visitante para não ferir susceptibilidades) teve muitos dos condimentos habituais. Tarjas insultuosas para cá, intimidações gratuitas para lá, discursos motivacionais com recurso a jargões belicistas, tentativas de condicionamento da arbitragem, desvalorização do Benfica (ups, do visitante), impunidade de jogadores portistas, revisionismo da história do jogo, etc, só faltando a eficácia plena junto da arbitragem.

A este propósito quero manifestar publicamente a minha solidariedade para com o voluntarista Eustáquio, expulso por volta dos 27 minutos. O rapaz é ainda relativamente jovem, talvez susceptível em demasia, e toda aquela conversa bacoca da guerra e afins retirou-lhe discernimento. Para mais, em rigor, onde já se viu um jogador do Porto frente ao “visitante” ser expulso quando merece? Diz-se que um dos aspectos mais importantes da arbitragem é a uniformidade dos critérios e João Pinheiro, desse ponto de vista, cometeu uma falha grave ao admoestar, bem, Eustáquio com o segundo amarelo. Se calhar o jogador do Porto nem sequer sabia que tal era possível (reconheço que pelo menos eu acreditava que não).

De resto, nem sequer comento o perdão da expulsão de Otávio por agressão a Gonçalo Ramos ou o pronto levantamento da bandeira na jogada do golo de Rafa por um pretenso fora de jogo que, depois de medido (apesar do VAR ser o mesmo que não viu o calduço cobarde do cuspidor fiteiro), se verificou não existir por mais de meio metro, pois são lances (juízos) esperados num Porto – Benfica. Muito menos classifico a tentativa de rasteira, após o final do jogo, ao nosso preparador-físico perpetrada pelo presumível recordista mundial de expulsões (e assim se evitam idas à flash interview), os dislates propangandísticos pós-jogo e mais umas quantas coisas de uns mauzões da guerra disto e daquilo, porém incapazes de dizer, com todas as letras, Benfica.

Termino com uma evocação de justiça poética. O jogador que no dia em que for corrido do Porto será acusado de benfiquista, formado exclusivamente no Benfica e apanhado num vídeo a insultar o Benfica e os benfiquistas, no caso creio que por manifesta falta de personalidade pois pareceu-me incapaz de se recusar perante a insistência do cuspidor fiteiro e outros colegas malformados, foi quem errou a fazer a linha, colocando Neres em jogo para assistir Rafa para golo. Perfeito!

Jornal O Benfica - 28/10/2022

Números da semana (97)

4

O Benfica marcou, pela primeira vez, 4 golos a um clube italiano nas competições europeias;

6

É a 21ª vez que o Benfica completa dez jogos do Campeonato invencível, mas apenas a 6ª em que o consegue com, no máximo, 1 empate (1959/60; 1960/61; 1972/73; 1982/83, 1983/84; 2022/23). Foram 10 as épocas em que obteve um mínimo de 9 triunfos;

7

Jogos sem golos sofridos pelo Benfica no Campeonato Nacional, sendo somente a 9ª edição da prova, em 89, em que os encarnados conseguiram, no mínimo, 7 jogos com folha limpa a nível defensivo nas primeiras 10 partidas;

11,5

Cerca de 11 meses e meio depois, Lucas Veríssimo voltou à competição após grave lesão;

17

É a 6ª vez que o Benfica alcança pelo menos 17 vitórias nos primeira 20 “jogos oficiais” da temporada (considerando vitória ou derrota após desempates por “penáltis”). O recorde (18) aconteceu em 1982/83;

35

Rafa passou a ser, com 67 golos, o 35º melhor marcador de sempre do Benfica em competições oficiais. No Campeonato soma 47 golos de águia ao peito, tantos quanto o dinamarquês Manniche. E, com o bis à Juventus, chegou aos 12 golos pelo Benfica, passando a integrar o quarteto dos 10º mais goleadores, juntamente com Simão, João Pinto e Salvio. Na Liga dos Campeões / Taça dos Clubes Campeões Europeus (considerando todas as eliminatórias), soma 9 golos e é o 9º mais concretizador de sempre;

268

Grimaldo atingiu a marca dos 268 “jogos oficiais” pelo Benfica, superando Salvio nesse registo, passando a ser o 5º estrangeiro que mais vezes alinhou de águia ao peito pela equipa de honra em competições oficiais (Luisão, Maxi Pereira, Cardozo e Jardel ocupam as posições cimeiras).

Jornal O Benfica- 28/10/2022

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Caldas

O mundo benfiquista ia desabando (momentaneamente) com o que seria uma inaceitável eliminação prematura da Taça de Portugal frente a um clube do terceiro escalão nacional. Seja em que circunstâncias for, tal nunca poderá voltar a acontecer. Já chegou o Gondomar em tempos péssimos para o nosso Benfica, nem sequer comparáveis, para muito pior, aos que vivemos.

Entendo e aceito os elogios à equipa do Caldas, embora sejam repletos de indisfarçável paternalismo. Não há milagres: aquele jogo só foi possível porque, na cabeça de todos, excepto entre o nosso adversário, estava ganho de goleada pelo Benfica antes mesmo de ter começado, não obstante ser sobejamente conhecido que várias das vitórias benfiquistas frente a clubes do terceiro escalão nesta eliminatória em muitas das últimas 10/15 temporadas foram surpreendentemente apertadas.

Não embarco, no entanto, em se apontar o dedo à nossa equipa nem retiro da exibição qualquer ilação sobre o remanescente da temporada. Quem quer que acompanhe o desporto sabe quão comuns são desempenhos destes em jogos com estas características. E nem sequer é preciso estar muito atento, bastando constatar o desfecho desta eliminatória: oito clubes da primeira divisão, incluindo o Sporting, já estão fora da Taça, todos derrotados por clubes bem menores no presente, futebolisticamente falando.

Ainda sobre este jogo e no que respeita ao Benfica, além da passagem difícil e do excelente golo de Musa e do acerto nas grandes penalidades, de nada mais se falou além do lance infeliz de António Silva. A este propósito, há que protestar veementemente em relação à forma indigna como alguns meios de comunicação social trataram o episódio, quase rejubilando com o desacerto ocasional da mais recente extraordinária pérola do Seixal.

Na língua portuguesa há muito que foi cunhada uma expressão que caracteriza na perfeição o que motiva tais atitudes, é a “dor de cotovelo”. Lembro-me bem do que alguns disseram sobre Rúben Dias após uma infelicidade num jogo com o B SAD na Luz e veja-se o que fazem hoje esses críticos mal-intencionados: falam de António Silva enquanto podem, mas calam-se sobre Rúben Dias. Enfim, o esperado.

P.S.: Vamos ganhar no Dragão!

Jornal O Benfica - 21/10/2022

Números da semana (96)

5

Foi a 5ª vez que o Benfica disputou um desempate por pontapés da marca de grande penalidade na Taça de Portugal. Antes do Caldas (5-3), os adversários foram Sporting (7-6), Nacional (5-3), Penafiel (5-3) e Leixões (4-5);

8

Na 3ª eliminatória da Taça de Portugal, a primeira em que participam os clubes primodivisionários, foram afastados 8 clubes da divisão cimeira, apesar destes não se defrontarem ainda entre si (Boavista; Chaves; Marítimo; Paços de Ferreira; Portimonense; Rio Ave; Santa Clara; Sporting). Nos 32 em prova há 10 da Liga 1, 8 da Liga 2, 6 da Liga 3 e 8 do Campeonato de Portugal. Segue-se a deslocação ao Estoril;

29

Com a estreia em competições oficiais de Helton Leite e João Victor, sobe para 29 o total de futebolistas utilizados por Roger Schmidt na presente temporada. Apenas Enzo e Florentino participaram em todos os 18 “jogos oficiais”; seguem-se Grimaldo, João Mário e Odysseas, em 17. Odysseas é o recordista em tempo de utilização (1651 minutos – inclui tempos adicionais), seguido por Enzo (1614), Grimaldo (1609), Otamendi (1550) e João Mário (1539), o quinteto com mais de 1500 minutos em competições oficiais em 2022/23. Diogo Gonçalves é aquele que Schmidt fez entrar em campo mais vezes a partir do banco de suplentes (11) e Musa o que mais minutos jogou na condição de suplente utilizado (363). Gonçalo Ramos é o melhor marcador (10) e João Mário quem fez mais assistências para golo (7);

50

Florentino chegou aos 50 jogos em competições oficiais pela equipa de honra do Benfica;

403

O número de praticantes de ginástica e artes marciais no Sport Lisboa e Benfica já supera, em 2022/23, as 4 centenas, cerca de 30% acima da época passada (pós pandemia) nesta fase.

Jornal O Benfica - 21/10/2022

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Braga catari

Crónica publicada no Dinheiro Vivo. Também publicada, em papel, no suplemento que acompanha as edições do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

Primeiro ano bem-sucedido

Fez esta semana um ano que a Direcção presidida por Rui Costa foi eleita. As eleições marcaram uma ruptura com o passado recente sem que a estabilidade institucional fosse colocada em causa. Um novo estilo de liderança e o ênfase reforçado em duas dimensões essenciais do clube, o desportivo e o associativo, acompanhados por várias boas decisões em temas fundamentais, renovaram o contexto interno do clube e reforçaram o enorme voto de confiança prestado pelos sócios no acto eleitoral.

Ainda antes das eleições houve desafios que requereram especial atenção e acção. A saída inesperada de Luís Filipe Vieira representou um risco acrescido em áreas sensíveis, o qual exigiu liderança, coesão directiva e competência da estrutura profissional. Havia que garantir que a gestão corrente não seria afectada pelas mudanças institucionais, ultimar os plantéis das várias equipas, nomeadamente do futebol profissional, assegurar o sucesso da emissão em curso de um empréstimo obrigacionista e preparar, para tão rápido quanto possível, o acto eleitoral, instituindo-se novas práticas que garantissem mais e melhor participação associativa. Todos estes objectivos foram alcançados, não surpreendendo, portanto, a notável adesão às eleições e a larga maioria dos votos na lista encabeçada por Rui Costa.

Ao longo da temporada passada foram-se notando modificações relevantes. O enfoque no aumento de competitividade dos vários plantéis foi o mais visível, com repercussões positivas. E, na presente temporada, já se percebe que, apesar da fase ainda prematura em que estamos, foi dado mais um salto qualitativo do ponto de vista desportivo. Independentemente dos resultados que venhamos a alcançar, parece-me indiscutível que o Benfica apresenta melhores equipas do que na temporada anterior em todas as modalidades, quer na vertente masculina, quer na feminina. Os sinais são muito positivos e a conquista de diversos troféus nos primeiros meses da época é uma consequência de uma política desportiva mais ambiciosa e abrangente, mais pujante ao nível do investimento, retomando-se o ímpeto refreado em anos recentes e fazendo jus à fortíssima tradição ecléctica do clube, subordinado à ideia matriz de que o Benfica compete sempre para ganhar.

Muito haveria a destacar noutros domínios, mas realço a abertura a nível comunicacional, em particular a forma como foram apresentadas as contas da SAD e as explicações oferecidas acerca da actuação na última janela do mercado de transferências. Qualquer decisão pode ser boa ou má, só havendo vantagens em que melhor se compreenda o que levou às mesmas.

P.S.:

Escrevo antes do jogo em Paris com o PSG. Se correu bem ou mal, mais logo saberei, mas o que me importa neste momento é que considero legítima a expectativa de um bom resultado em casa de um adversário fortíssimo. E isso, por si só, já é positivo.

Jornal O Benfica - 14/10/2022

Números da semana (95)

2

O grupo de totalistas em todos os “jogos oficiais” está reduzido a 2 jogadores: Odysseas (sempre titular) e Florentino. Com 16 jogos, um sexteto: Enzo, Gonçalo Ramos, Grimaldo, João Mário, Otamendi e Rafa;

3

Bárbara Timo conquistou a medalha de bronze no Campeonato do Mundo de judo (-63kgs);

8

8 pontos em 4 jogos, incluindo os 2 empates frente ao favorito a ganhar o grupo H na Liga dos Campeões. Excelente!

9

O Benfica cumpriu o 9º jogo no Campeonato, obtendo oito vitórias e um empate. É a 25ª vez invicto nos 9 jogos iniciais, entres estas a 8ª com pelo menos 8 vitórias. Tem 23 golos marcados, um registo nos primeiros 9 jogos na prova superado somente, desde 1994, em 2009/10;

10

Gonçalo Ramos bisou frente ao Rio Ave e chegou à dezena de golos marcados em competições oficias em 2022/23, o seu máximo de carreira numa época pela equipa de honra do Benfica. No decurso da presente temporada, Gonçalo Ramos totaliza 13 participações directas nas finalizações de golo (10 golos e 3 assistências), sendo o totalista da equipa. Segue-se João Mário, com 12 (6 golos e 6 assistências), Neres e Rafa fecham o pódio, com 10 (5+5 e 6+4, respectivamente);

17

O Benfica está invicto ao 17º “jogo oficial” da temporada, considerando todas as competições oficiais (internacionais, nacionais e regionais). Foi apenas a 6ª vez que o conseguiu (1964/65; 1971/72; 1977/78; 1982/83; 2011/12; 2022/23);

29

Passados 29 anos, o Benfica voltou a participar numa competição europeia de andebol feminino. E a primeira eliminatória correu de feição, alcançado o apuramento para os 16 avos de final da Taça EHF;

100

Diogo Gonçalves chegou aos 100 jogos (incluindo particulares) pela equipa de honra do Benfica.

Jornal O Benfica - 14/10/2022

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Números da semana (94)

1

Estreia do Benfica na fase regular da Basketball Champions League e logo com uma vitória fora de portas;

2

Fernando Pimenta juntou mais duas medalhas de ouro ao seu vasto pecúlio internacional na canoagem. Desta feita, campeão do mundo de K1 short race e de K2 maratona;

7

Desde 2011/12 que o Benfica não terminava a primeira volta da fase de grupos da Liga dos Campeões com pelo menos 7 pontos. Antes há que recuar a 1994/95;

9

Com o empate cedido em Guimarães, logo começaram as tentativas de desvalorização do percurso benfiquista até este desaire, como se o pleno de triunfos nos 7 primeiros jogos no Campeonato (diferente de 7 jornadas iniciais devido a adiamentos) fosse banal. Só havia acontecido em 5 épocas. 8 vitórias seguidas no Campeonato desde o jogo inaugural ocorreram em apenas duas temporadas. Invicto nos primeiros 8 jogos aconteceu 30 vezes, mas com 7 vitórias e 1 empate reduz-se a 9. Nas 8 anteriores (1959/60; 1960/61; 1972/73; 1982/83; 1983/84; 1990/91; 2009/10; 2016/17) há a particularidade de terem sido todas de título de campeão nacional conquistado para o Benfica;

40

Grimaldo representou o Benfica pela 264ª vez em competições oficiais, tantas quanto José Torres, passando a figurar no Top40 dos futebolistas com mais “jogos oficiais” pela equipa de honra do Benfica;

61

Caldas na Taça de Portugal. Um confronto que aconteceu pela última vez, em competições oficiais, há quase 61 anos (dezembro de 1961). Dos 12 “jogos oficiais” (8 no Campeonato e 4 na Taça de Portugal) o Benfica venceu 9, empatou 2 e perdeu 1.

70

Odysseas chegou aos 184 jogos pelo Benfica em competições oficiais, os mesmos de Quim e Jonas, figurando agora no top70;

100

Otamendi cumpriu 100 jogos pelo Benfica (incluindo particulares).

Jornal O Benfica - 7/10/2022

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Tiro no pé

Foi com estupefacção que tomei conhecimento do anúncio da Sporttv em dispensar os serviços do comentador benfiquista Jaime Cancella de Abreu, meu amigo e excelente editor de alguns dos meus livros. A mera dispensa seria surpreendente, mas os termos em que esta foi justificada são inaceitáveis.

Revi o programa no qual Jaime Cancella de Abreu teceu as declarações que, alegadamente, motivaram a decisão da direcção de programas e informação da Sporttv e sou incapaz de descortinar nessas palavras qualquer especulação ou afirmações infundadas.

Nesse programa vimos um comentador a fazer uso da palavra para emitir opiniões, afinal o que, supostamente, a Sporttv lhe pedira em primeira instância. Jaime Cancella de Abreu foi assertivo e frontal, como é seu timbre, dizendo o que pensa sobre a Federação Portuguesa de Futebol e a actuação de alguns dos seus responsáveis, além de criticar o seleccionador e o capitão de equipa. Mencionou a situação de Pepe e apontou falhas graves na gestão do caso, as quais deram azo, na opinião do comentador, às suspeitas de muitos adeptos acerca da coincidência da realização de um controlo anti-doping. Teve razão em tudo e não foram poucas as pessoas nas redes sociais a levantarem essa questão em relação a Pepe, não interessando para o caso se tem ou não fundamento – o assunto existiu, de facto.

Como bem disse João Gobern na RTP, se esta decisão foi uma iniciativa exclusiva da direcção de programas e informação da Sporttv, é grave. Se essa decisão foi motivada por pressão da FPF, então é muito mais grave.

Em qualquer dos casos fica bem exposto o servilismo da Sporttv em relação à FPF. Por antecipação ou por cedência à pressão, a Sporttv parece estar mais preocupada em agradar à FPF do que em defender a liberdade de expressão dos seus comentadores (e jornalistas?), na independência editorial dos seus conteúdos ou em simplesmente bem servir os telespectadores.

Se a Sporttv quer ser, neste aspecto, uma cópia do Canal 11, então que se opte pelo original. Para “extensão” do departamento de comunicação da FPF já basta um canal televisivo, não são precisos dois.

E agora, segundo o que se vai dizendo, a Sporttv decidiu terminar com os chamados programas de adeptos, o que carece de confirmação (escrevo na quarta-feira ao início da tarde).

Confirmando-se, trata-se de uma notícia que faz sentido, restando saber se não terá mesmo havido recusa de outros comentadores em compactuar com um estatuto editorial que, informalmente, não tolera críticas à Federação ou, ainda pior, não será capaz de resistir à pressão de um poderoso quando visado.

A Sporttv, ao dispensar um comentador crítico da FPF alegando motivos que ninguém é capaz de identificar, sujeitou-se à acusação plausível de cedência à pressão da Federação, pondo em causa a credibilidade de todos os seus comentadores e jornalistas. Que valente tiro no pé!

Jornal O Benfica -30/9/2022

Números da semana (93)

2

Depois da Supertaça, a Taça Vítor Hugo, a 2ª do historial benfiquista no basquetebol (feminino);

7

Supertaças de futsal (feminino), a 6ª consecutiva, conquistadas pelo Benfica nas 7 vezes que disputou o troféu;

10

Subiu para 9 o número de troféus ganhos pelo Benfica em 2022/23 (futebol e modalidades de pavilhão, equipas seniores). Acresce a intercontinental sub20 de futebol;

16

O Benfica está, pelo segundo ano seguido, entre os 16 melhores da Europa na vertente feminina de futebol;

39

O Benfica está na fase de grupos da Basketball Champions League, uma prova criada em 2016 e a 3ª na hierarquia do basquetebol europeu. Longe vão os tempos do Benfica entre os melhores da Europa, num contexto competitivo europeu e regras de utilização de jogadores estrangeiros diferentes e muito mais exigentes a nível financeiro. Hoje, chegar a esta fase desta competição é um feito, tanto que é a primeira vez que um clube português o consegue. No jogo derradeiro da fase de qualificação, Ivan Almeida marcou 39 pontos (9/14 triplos) e fez lembrar as exibições memoráveis de Carlos Lisboa, das quais a mais referida agora foi aquela frente ao Partizan, em 1995, em que somou 45 pontos com 10 lançamentos de 3 pontos convertidos;

73000

A atividade do Sport Lisboa e Benfica gerou um lucro de cerca de 73 mil euros em 2021/22, sendo que o prejuízo verificado se deveu, aplicando-se o método de equivalência patrimonial, à influência das contas da Benfica SAD (direta e via Benfica SGPS). Assim, expurgando-se a influência das participadas, o clube regista lucro pelo 13º ano consecutivo;

16997000

O Sport Lisboa e Benfica teve, em 2021/22, perto de 17 milhões de receitas de quotização, o segundo montante mais alto de sempre, 182 mil euros abaixo do registado em 2019/20, mas 6% acima de 2020/21.

Jornal O Benfica - 30/9/2022

Números da semana (178)

1 Terminadas as principais 7 ligas europeias e a Liga dos Campeões, Trubin foi o melhor guarda-redes sub-23 nos seguintes dados estatístic...