terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Números da semana (7)

1

Surpresa na posição de extremo esquerdo no onze inicial frente ao Porto, com Grimaldo a desempenhar essa função e a fazer uma excelente exibição e a marcar. O espanhol foi utilizado em 196 partidas (177 em competições oficiais), 189 (172) como titular. Foi a primeira vez que não iniciou uma partida como lateral esquerdo. Marcou 15 golos pelo Benfica (13 em competições oficiais), foi o seu 2º na pequena área;

12

Citações de Jorge Jesus, extraídas da flash interview, reveladoras do seu descontentamento devido ao empate cedido no Dragão. Logo de seguida, Sérgio Conceição afirmou que “o treinador adversário está satisfeito com o empate com certeza pela forma como falou aqui”. Surreal. Ao menos que sirva de inspiração para bons sketches humorísticos;

13

Golos e assistências de Pizzi (11+2) e Seferovic (10+3) em jogos “oficiais” em 2020/21, perseguidores do líder Darwin, com 16 (8+8);

19

Casos de infecção de coronavírus conhecidos nos dias anteriores ao desafio com o Braga (Presidente, atletas, equipa técnica e staff de apoio). Jogadores ausentes: Diogo Gonçalves, Gilberto, Grimaldo, Nuno Tavares, Otamendi, Waldschmidt e Vertonghen, cinco dos habituais titulares;

87

Pizzi marcou frente ao Braga e chegou aos 87 golos em competições oficiais pelo Benfica, os mesmos de Magnusson, o 24º melhor de sempre. Passou a ser o 5º com mais jogos na Taça da Liga, um ranking liderado por Jardel, com 35;

+7000

Mais de 7 mil testes SARS-CoV-2 a todos os elementos da estrutura profissional do futebol – em média, 82 por cada colaborador – desde o início da época, denotando o acentuadíssimo nível de acompanhamento permanente dos elementos afetos ao nosso futebol em contexto de pandemia.

Jornal O Benfica - 22/1/2021

Dois pontos perdidos

Na semana passada, antes do jogo no Dragão, apesar de considerar que todos os jogos começam 0-0 e que o seu desfecho pouco ou nada é condicionado por resultados anteriores, entendi que seria útil referir o histórico recente de partidas entre FC Porto e Benfica naquele estádio para desmistificar a ideia, imensamente explorada pela comunicação social, de que o Benfica entraria derrotado no Dragão.

Não só não entrámos derrotados, como não o fomos. E mais: passados estes dias perdura o sentimento de perda de dois pontos tal foi a nossa superioridade na partida, o que merece ser realçado.

Até porque foram evidentes, durante o jogo, as manobras dilatórias dos portistas na preservação do empate (desde a rábula clássica do engano do número do jogador que deveria ser substituído, a substituições nos descontos, súbita greve de zelo de apanha-bolas ou perda de tempo nas reposições...), e também no pós-jogo, com Sérgio Conceição a tentar criar uma narrativa que, primeiro, disfarçasse a inferioridade da sua equipa no jogo, segundo, que condicionasse o desafio seguinte frente ao Benfica.

Jorge Jesus afirmou várias vezes e de variadas formas, tanto na entrevista rápida como na conferência de imprensa, que o Benfica perdeu dois pontos. Sérgio Conceição, delirante se sincero, hipócrita se intencional, aludiu a um pretenso contentamento benfiquista pelo empate. E depois enveredou por uma simulação de vontade de evitar críticas explícitas à arbitragem, como se tivesse razões para fazê-lo. Patético! É impressionante como, para aquela gente, qualquer boa arbitragem num jogo que não lhes corra de feição passa a ser automaticamente má. Não é defeito, é feitio. É tacticismo bacoco e miserável. É o habitual.

Jornal O Benfica - 22/1/2021

Números da Semana (6)

8

Com as duas assistências na partida frente ao Tondela, Darwin já soma oito em competições oficiais pelo Benfica e cimentou a posição cimeira, na presente temporada, do ranking dos autores de golos e assistências (16 – participação directa na finalização de quase 28% dos 58 golos marcados pela equipa);

10

Golos de Seferovic em 2020/21, tantos quantos os da autoria de Pizzi. Ambos lideram a lista dos goleadores da nossa equipa na presente temporada, mas Pizzi participou em mais um jogo que o colega e em mais 184 minutos (inclui tempos adicionais). Seguem-se Darwin e Waldschmidt, com 8 golos cada;

33

Com a estreia de Todibo, passaram a ser 33 os jogadores utilizados pelo Benfica em competições oficiais na presente temporada;

70

O Benfica chega pela 70ª vez aos quartos-de-final da Taça de Portugal (11 sob a denominação “Campeonato de Portugal”) à 97ª edição da prova (17 como “Campeonato de Portugal”);

109.1

Minutos de utilização (incluindo tempos adicionais) de Seferovic em competições oficiais por cada um dos 10 golos marcados na presente época. Na sua temporada mais prolífera (27 em 2018/19) marcou um golo a cada 141.1 minutos. Com o golo marcado ao CF Estrela, o avançado suíço totaliza 53 pelo Benfica em competições oficiais, os mesmos que Manuel Costa, o 41º no ranking, que brilhou de águia ao peito durante quatro épocas na primeira metade da década de 40 do século passado;

200

Jogos de Pizzi de águia ao peito no Campeonato Nacional em pouco mais de seis temporadas e um terço da sétima. Impressiona não só pela regularidade com que é utilizado, mas também, tendo em conta que não é um avançado, pelos golos apontados (59).

Ganharemos!

A visita ao FC Porto, hoje no Dragão como, no passado, nas Antas, no Lima, na Constituição ou no Ameal, é a deslocação mais difícil do ponto de vista estatístico. São já 113 jogos em competições oficiais na qualidade de visitante, nos quais somámos apenas 18 triunfos e 28 empates. Ou seja, perdemos quase 60% dos jogos.

Tendo em conta a tendência negativa, convém recordar que esta sempre existiu (a primeira vitória num jogo “oficial” só surgiu à 14ª oportunidade – apenas três empates anteriores), o que não nos impediu de triunfar em 2011, 2014 (2) ou em 2019.

Torna-se até interessante constatar que, após uma sequência horrível de 19 jogos sem vencermos (e de ganharmos apenas uma vez em 35 desafios), obtivemos cinco vitórias e cinco empates nas últimas 19 partidas, com uma percentagem de derrotas abaixo dos 50% (bem melhor que os 62% verificados nos 94 jogos anteriores. Se reduzirmos a análise às últimas dez épocas, celebrámos quatro vitórias e empatámos três vezes em 13 jogos.

Partindo do princípio, que não é certo, de que as condicionantes outrora recorrentes não se verificarão desta feita, este é um jogo que, à luz dos resultados na última década, qualquer desfecho é possível. Incluindo ganharmos, não obstante a vantagem teórica do FC Porto por jogar em casa.

De uma coisa tenho a certeza: só as equipas mentalizadas para a obtenção de triunfos poderão alcançá-los. E eu não vejo qualquer razão, nem sequer o facto de não termos sido felizes na recente Supertaça disputada pelos dois clubes, para que a nossa equipa não entre hoje à noite, no Dragão, mentalizada que somará três pontos nesta jornada. Até porque uma derrota não significará o abandono da corrida pelo título...

Jornal O Benfica - 15/1/2021

Números da Semana (5)

4

Separam-nos quatro pontos da liderança da Liga NOS, num desempenho obviamente aquém das expectativas. Não é, no entanto, uma diferença pontual que nos faça atirar a toalha ao chão, nem por sombras. Há que ter a capacidade de prolongar os bons momentos nas partidas;

4:53

Tempo de jogo desperdiçado no Santa Clara – Benfica com a decisão de se iniciar a partida na data e horário agendados. Era por demais evidente que o relvado, alagado, não se encontrava em condições antes do apito inicial, pelo que teria sido mais avisado adiar a partida para o dia seguinte, até para protecção dos atletas, mais sujeitos a lesões dado o estado impraticável do terreno de jogo;

7

Passaram 7 anos do falecimento de Eusébio. Não consigo imaginar como foi realmente ver década e meia do nosso Benfica com o contributo de um dos melhores jogadores da história do futebol e agora ocorreu-me que, se esta coluna existisse no tempo dele, a sua presença semanal estaria garantida;

14

Darwin fez o seu 8º golo pelo Benfica em competições oficiais e, somando as assistências (6), tem agora intervenção directa em 14 golos. Lidera a equipa neste item. Na Liga NOS leva 3 golos e 5 assistências, somando 8 acções na finalização dos golos marcados pela equipa, as mesmas de Seferovic (6 golos e 2 assistências);

73

Henrique Araújo chegou da Madeira rotulado de goleador e não tardou em confirmá-lo. Na época de estreia no Benfica, nos juvenis, marcou 37 golos. Na temporada passada, somou 24 (22 nos juniores; 2 nos sub23). Em 2020/21, leva 11 (8 nos sub23 e 3 na B). Fez um poker nos sub23, no domingo bisou pela B;

302

Pizzi regressou e passou a ser o 29º com mais jogos de águia ao peito em competições oficiais.

Jornal O Benfica - 8/1/2021

Desapontante (até ver)

Contra as expectativas, a época prossegue aquém do esperado. O regresso de Jorge Jesus entusiasmou por uma razão concreta – o seu percurso no clube justificou-o. E o plantel, composto por uma esmagadora maioria de campeões nacionais em 2019, foi reforçado por vários jogadores de craveira internacional, o que, mesmo para os que não prestam o reconhecimento devido a Jorge Jesus, ou simplesmente não o apreciam por qualquer motivo, foi garantia bastante para a crença de que teremos uma época bem-sucedida no futebol.

Convém, neste momento, salientar o óbvio: muito há por disputar. Foi cumprido pouco mais de um terço da Liga NOS e estamos a quatro pontos da liderança e continuamos em prova nas taças, incluindo a Liga Europa (o insucesso no apuramento da pré-eliminatória da Liga dos Campeões já lá vai e houve circunstâncias especiais – um jogo apenas, o primeiro da época, e em casa do adversário; sobre a Supertaça escrevi há uma semana).

Como tal, são extemporâneas as análises que dão como facto consumado que 2020/21 será para esquecer, mesmo que o tenha de ser.

Há várias causas que contribuem para este momento. Futebolísticas, sendo que há opiniões variadíssimas e divergentes sobre treinador e plantel, mas também derivadas do calendário, pela pré-época mais curta e por não haver tempo para treinar dada a presença em todas as competições (Jorge Jesus é sempre muito elogiado pela qualidade do treino); e físicas, com vários lesionados e ainda mais os afectados pela Covid-19, obrigando a paragens e subsequentes quebras de forma, já para não referir o lado mental.

Resta-nos esperar que nossa equipa consiga superar as adversidades e ganhe rapidamente a consistência que lhe tem faltado.

Jornal O Benfica - 8/1/2021

domingo, 3 de janeiro de 2021

Números da semana (4)

5

Nossos jogadores (Gonçalo Ramos, Jardel, João Ferreira, Pizzi e Seferovic) impedidos de defrontar o Portimonense devido ao teste positivo à Covid-19, relembrando-nos a facilidade com que o vírus se propaga, a importância da testagem e a urgência da vacinação em grande escala;

6

Taças de Portugal, em sete edições, conquistadas pela nossa equipa feminina de futsal. A senda vitoriosa das tricampeãs nacionais perdura, para honra e glória do Benfica, hegemónico neste particular do panorama desportivo português (vencemos todas as competições desde 2016/17 inclusive);

14

Rafa, o homem do jogo frente ao Portimonense, com um golo e uma assistência, chegou à 14ª posição do ranking de golos e assistências neste estádio da Luz. Soma agora 19 golos e 13 assistências, totalizando 32 combinando os dois itens, igualando o registo conseguido por Mitroglou e Rodrigo. Em competições oficiais pelo Benfica, chegou aos 42 golos e é o 55º neste ranking (a par de Iaúca (53º) e Filipovic (54º), mas utilizado em mais jogos)

16

Anos que Renato Paiva serviu o clube no futebol de formação. Por ele passaram alguns dos jogadores que mais se destacam no futebol nacional e mundial na actualidade. Ficará na memória a dedicação, a competência, a correcção e o benfiquismo de um treinador que tem agora a oportunidade de singrar num clube equatoriano que, em 2019, venceu a Americana e, em 2016, foi finalista da Libertadores;

1829

Ao fim de 22 jogos em competições oficiais, Vertonghen é o mais utilizado, com 1829 minutos em campo (incluindo tempos adicionais). Na peugada do belga estão Everton (1685), Vlachodimos (1543) e Darwin (1517). Vertonghen participou em 19 partidas e tem uma média ligeiramente superior a 96’15’’ por jogo.

Jornal O Benfica - 1/1/2021

Há muito por ganhar

Diz-se que, no desporto, “o que conta são os resultados”. A análise é condicionada por eles, incluindo a de dirigentes, devendo estes, no entanto, e recorrendo ainda a um aforismo, terem a capacidade de olharem para a floresta como um todo e não para as árvores que os rodeiam. Temos um exemplo paradigmático e de sucesso relativamente recente no clube, quando, em 2013, na sequência de tudo perdido, Luís Filipe Vieira percebeu, contra a opinião da maioria, que deveria renovar o contrato de Jorge Jesus, dando assim um passo vital para o inédito tetra que se seguiu.

Perder uma Supertaça, mesmo sendo apenas um troféu, é péssimo, seja com um dos adversários que fazem do ódio ao Benfica uma das suas forças motrizes, o Porto e o Sporting, seja com outro qualquer. E não o é somente por se tratar de uma derrota, das quais ninguém gosta. É-o porque o etos benfiquista não tolera a possibilidade de derrota. Já dizia a canção, concisa e acertadamente, “o nosso destino é o de vencer”.

O repúdio à possibilidade da derrota não significa, no entanto, que neguemos a sua ocorrência ou que, acontecendo, devamos proceder a purgas desprovidas de sentido para acalmar as hostes.

Tivemos períodos de maior e menor fulgor desportivo, não me constando que, desde a consolidação da presença do clube na sociedade portuguesa, o activo mais sólido do Benfica, o benfiquismo, tenha sido afectado por aí além por essas oscilações. E, presentemente, sabendo que só com a devida distância poderemos, de facto, estabelecer os limites de um período, creio que perdura um caracterizado por sucesso desportivo (diferente de ganhar sempre) e as bases do sucesso permanecem sólidas. Espero ter razão, acredito que terei.

Jornal O Benfica - 01/01/2021

Números da semana (3)

0

Penáltis a favor do Benfica já assinalados nas dez primeiras jornadas da Liga NOS, enquanto Porto e Sporting ainda só têm seis e três respectivamente. Ainda há muito campeonato, dirão alguns, mas este registo está em conformidade com o somatório desde 2013/14: Sporting 67; Porto 65; Benfica 53. Discutiu-se bastante se terá sido grande penalidade na Supertaça, quem terá provocado o contacto, Taremi ou Vlachodimos... Os números acima revelam uma tendência. Na dúvida...

13

Quantidade de Supertaças disputadas e (infelizmente) perdidas pelo Benfica. Ainda assim, nas últimas sete edições vencemos quatro, contrastando com o nosso histórico até então na prova, com apenas quatro triunfos em 35 edições;

26

Número de jogos “oficiais” do Benfica sem o contributo de Pizzi em campo desde a sua estreia de águia ao peito (julgo que apenas dois devido a questões de ordem física, incluindo a partida da Supertaça, mas poderei estar enganado). Participou em 301 jogos de 327 possíveis (92.05% – excluindo 11 partidas de 2014/15 anteriores à estreia com o Arouca). 270 em 286 (94,41%) se não considerarmos a primeira temporada. Em Barcelos, igualou João Pinto em números de jogos “oficiais” e é o 29º do ranking;

97

Total de jogos em que Quincy Miller, novo reforço da equipa de basquetebol, participou na NBA (69) e Euroliga (28), as duas principais competições de clubes. Estou muito entusiasmado, assim Miller possa (fisicamente) e queira (mentalmente) corresponder às expectativas;

408

Jogos, incluindo particulares, de Jorge Jesus à frente da equipa de honra do Sport Lisboa e Benfica. Um registo que supera o recorde anterior, pertença de Cosme Damião (406 – vide O Benfica, nº3392, página 31), que perdurava desde 1926.

Jornal O Benfica - 25/12/2020

Rumo à 30ª

É recorrente a insistência sportinguista em tentar que a FPF altere a contagem dos campeões nacionais. Pretendem, sem fundamentação válida, que o Campeonato de Portugal, organizado sob esse nome entre 1922 e 1938, passe, volvidos mais de oitenta a anos, a ser considerado o que nunca foi.

Até 1934, o Campeonato de Portugal foi a única prova nacional. E os clubes vencedores eram apelidados de “campeões de Portugal”. No entanto, face a elementos mais relevantes, estes não são suficientes para que a FPF deva aquiescer à demanda leonina e enverede pelo revisionismo.

Em 1938, o Campeonato da I Liga, com quatro edições, passou a ser denominado por “Campeonato Nacional da I Divisão” e o Campeonato de Portugal passou a “Taça de Portugal”. Isto consta no relatório da FPF de 1938/39, uma decisão que foi obviamente legítima, tomada por quem tinha mandato para tal, no tempo certo e aprovada pelas associações.

Não houve alterações no modelo competitivo, não obstante a nova denominação “Taça de Portugal”. E o troféu praticamente não sofreu alterações (durante muitos anos teve placas dos vencedores da competição sob ambas as denominações).

E sobejam exemplos na imprensa, inclusive da década de cinquenta, de que o entendimento generalizado era, então, o de que Campeonato e Taça de Portugal se tratava da mesma prova ou, no mínimo, o de que a primeira antecedera a segunda.

Como tal, faço sempre questão, nas minhas intervenções públicas desde que me consciencializei plenamente desta temática, de incluir os três “Campeonatos de Portugal” ganhos pelo Benfica no nosso palmarés da Taça de Portugal. E assim continuarei a fazê-lo, por respeito aos factos e a todos os benfiquistas que contribuíram para estes feitos.

Jornal O Benfica - 25/12/2020

Números da semana (178)

1 Terminadas as principais 7 ligas europeias e a Liga dos Campeões, Trubin foi o melhor guarda-redes sub-23 nos seguintes dados estatístic...