segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Formar e ganhar

Celebrar a conquista da selecção e evidenciar o contributo, enquanto formador, para a mesma, é legítimo. Torna-se, no entanto, ridículo, querer fazer suas proezas alheias, típico de quem pouco ou nada ganha. Os clubes alimentam-se de vitórias, levando a que a míngua das desportivas seja colmatada com as morais, na maior parte dos casos demagogicamente. É o caso do Sporting e o seu regozijo, a roçar o triunfalismo, pela presença, entre os 23 campeões europeus em França, de dez atletas formados por si.

O que é diligentemente escamoteado em Alvalade, além de nenhum desses atletas se ter sagrado campeão nacional pelo clube que os formou, é o facto do mais novo desses jogadores ter 24 anos de idade e rarearem cada vez mais os internacionais em escalões etários anteriores.

No caso do Benfica, Danilo, com 24, é o mais velho, seguindo-se André Gomes, com 22, e Renato Sanches, 18. Se a estes dados forem acrescentados os das convocatórias das várias selecções jovens, torna-se evidente que a bandeira da formação deixou de ser exclusiva dos leões, para não afirmar mesmo que o direito a hasteá-la transitou integralmente para a Luz. E com um mérito indiscutível: “Apesar” dos miúdos, o Benfica é tricampeão nacional.


Sem bola, mas com discos, martelos, varas, saltos e correrias, o Benfica, apesar de desfalcado, venceu, pela sexta temporada consecutiva, o Campeonato Nacional de atletismo (formando e ganhando). À semelhança do futebol e hóquei em patins, o Benfica cumpriu o seu desígnio: ganhar! No basket, andebol, futsal e vólei, não obstante os vários troféus e a presença na final dos respectivos campeonatos, faltaram as faixas de campeão. Há que melhorar!

Jornal O Benfica - 22/7/2016

Fim de quarentena

Todos estamos agradecidos aos benfiquistas que há uns poucos meses dedicaram parte do seu tempo, dinheiro e esforço para homenagearem vint...