segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A sorte e a “sorte”

Vale tudo! Se alguém, um dia, se dedicar a escrever a história deste campeonato, recomendo que evite dedicar um capítulo à vertente comunicacional. Já perdi a conta às tentativas leoninas de destabilização do Benfica e tenho que lhes reconhecer a criatividade e a insistência, tendo em conta a ineficácia total. Passo o exagero, têm mais ideias que doadores para o pagamento da construção do pavilhão.

Na semana passada foi a sorte, referindo-se aos triunfos benfiquistas no Bessa e em Coimbra, eles que vão já em 11 jogos, no presente campeonato, ganhos pela diferença mínima, um deles com a “sorte” do seu adversário contar com o Tonel, outro com a “sorte” do fiscal de linha não ter assinalado fora-de-jogo no único tento apontado, ou ainda outro pela “sorte” do árbitro ter feito vista grossa a uma grande penalidade evidente nos minutos finais, e mais um lance “sortudo” de um fora marcado um metro dentro de campo ter originado o golo da vitória. Dessa “sorte” não falam eles, que a criatividade é selectiva e desonesta intelectualmente.

Agora, a sorte voltou à baila porque o Vitória de Setúbal, na Luz, dispôs de uma boa ocasião para empatar a partida perto do final. Dos setubalenses terem concretizado um golo aos 14 segundos não reza a sorte. Nem sequer das seis oportunidades flagrantes de golo desperdiçadas pelo Benfica na primeira meia hora da partida. Foi futebol, claro, que falar na sorte só interessa se servir os interesses de quem, por não ser benfiquista e torcer por um clube que faz pouco pela sua sorte, mas muito pela “sorte”, merece ter somente azar.


P.S.:A causa do vídeo-árbitro, esta semana, não teve sorte.

Jornal O Benfica - 22/4/2016

Fim de quarentena

Todos estamos agradecidos aos benfiquistas que há uns poucos meses dedicaram parte do seu tempo, dinheiro e esforço para homenagearem vint...