segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Um empate com sabor a… empate

Fazendo fé no que a generalidade da comunicação social tentou fazer crer ao longo da semana que antecedeu o dérbi disputado em Alvalade, quase me levando a conferir se o Benfica teria, de facto, sete pontos de avanço do Sporting, a nossa equipa obteve um excelente resultado. Não partilho dessa visão. Dadas as circunstâncias da partida, considero-o satisfatório.

Ao bom desempenho defensivo, os pupilos de Jorge Jesus foram incapazes de aliar o seu reconhecido poderio ofensivo, tendo em Jonas a excepção num colectivo desinspirado nesta vertente do jogo. Por outro lado, ganhar em Alvalade é, para o Benfica, relativamente normal. Em 81 confrontos a contar para o Campeonato Nacional, obtivemos 31 vitórias e 19 empates, demonstrando que, em termos históricos, nem em casa o Sporting é capaz de se nos superiorizar. Acresce que a equipa leonina não é, objectivamente, candidata ao título. Assim o ditam a classificação actual e as últimas quatro décadas do futebol português. É com o F.C. Porto, o segundo classificado, que nos teremos que bater.

Neste contexto, vimos a vantagem da nossa liderança diminuída para quatro pontos. Bem fez Jorge Jesus em desvalorizar a diferença pontual quando há ainda catorze jornadas por disputar. No entanto, o acerto desta abordagem cautelosa não deverá ser sinónimo de uma eventual insegurança relativamente às batalhas que se avizinham. Com oito partidas no conforto da Luz e seis deslocações de dificuldade média, creio que a nossa equipa renovará o título nacional, assim perdurem a solidez defensiva e a eficácia atacante que a têm caracterizado. Afinal de contas, os atributos indispensáveis às equipas que se querem campeãs.

O Benfica - 13/02/2015

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