segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A relação que não conseguem cortar

Na semana passada, ao tomar conhecimento do corte de relações institucionais entre SCP e SLB promovido pela direcção leonina, dei por mim a sorrir. Os acontecimentos subsequentes dar-me-iam razão.

Luís Filipe Vieira, na sua primeira aparição pública após o dérbi e com elevado sentido de responsabilidade, condenou a exibição, na partida de futsal, da faixa alusiva ao trágico acidente ocorrido no Jamor em 1996. Levantou ainda algumas questões pertinentes sobre os incidentes ocorridos em Alvalade no dia seguinte e outros em anos recentes, expondo a hipocrisia do presidente sportinguista, tão lesto a exigir “uma declaração de reprovação e demarcação” aos dirigentes benfiquistas, quanto autista face ao comportamento de adeptos do clube que dirige.

Escusado será de dizer que a reacção de Bruno de Carvalho não me surpreendeu. Poucas horas antes do Belenenses – Sporting, o presidente do SCP publicou, no Facebook, uma mensagem dirigida aos sportinguistas (quatro vezes maior que esta crónica!!!). Fazendo jus a um dos traços identitários mais característicos do “neosportinguismo”, o anti-benfiquismo, pouco versou sobre o seu clube, quase se limitando a um chorrilho de insultos e acusações a Luís Filipe Vieira, algumas delas tão inverosímeis que não me admirarei se, no futuro, vier a ouvi-lo afirmar que se tratara de “uma brincadeira”. Não seria inédito. Sobre as faixas em Alvalade: Nada!


Bem fiz eu ao desprezar o corte de relações institucionais. Até porque perdurará, entre os clubes, uma relação: a de força. E essa, como todos sabemos, resulta, qualquer que seja o parâmetro de comparação entre Benfica e Sporting, em superioridade benfiquista.

O Benfica - 20/02/2015

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