terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Tochada


Gosto de tochas – não se confunda com petardos – e lamento que sejam proibidas nos estádios. Recordo-me de ser miúdo e fascinar-me com as recepções calorosas dadas à nossa equipa, em que o efeito cénico das bandeiras ao alto, dos braços no ar e, sim, do fumo vermelho e branco das tochas, era um dos pontos altos da experiência, para usar uma palavra tão em voga, de ir ao estádio da Luz para ver e apoiar o Benfica.

O que não compreendo, apesar de lamentar e repudiar a proibição do uso de tochas, é que benfiquistas o façam sabendo que prejudicarão o clube. Ainda mais lançando-as para o relvado, penalizando ainda mais o nosso Benfica.

Mas a responsabilidade deveria terminar em quem comete esses actos, ao invés de ser transferida para os clubes. Que culpa tem o Benfica, por exemplo, que um benfiquista, depois de ter atravessado uma parafernália securitária no acesso ao estádio do adversário e de ter sido revistado por seguranças privados sob a coordenação e fiscalização da polícia, abra uma tocha, cuja venda é proibida, numa bancada?

É fácil responsabilizar o clube em causa, enquanto se aligeiram as responsabilidades de quem prevarica e de quem efectivamente é responsável pela segurança no estádio, aplicando-se o mesmo aos vitorianos que arremessaram cadeiras para o relvado e para a bancada repleta de benfiquistas ou para os sportinguistas que lançaram tochas para o relvado em Alvalade...

P.S.: Falou-se muito de eficácia, como se o que se passou em Guimarães e Alvalade fosse a mesma coisa. O Benfica foi eficaz em frente á baliza e neutralizou o Vitória. Ao Porto caiu-lhe a vitória do céu. Não foi bem a mesma coisa, mas os portistas que finjam que acreditam no que quiserem...

Jornal O Benfica - 10/1/2020

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