terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Já cá faltava...


De tempos a tempos lá vem a ignomínia do costume, a tentativa infame de colar o Benfica ao antigo regime. Apesar de ser fácil desmontá-la, com factos, e até de devolver, neste caso justamente, a acusação, com mais factos, importa rebatê-la sempre, por mais notória que seja a manipulação e a deturpação da história, e óbvio o atentado à memória de tantos que lutaram pela liberdade neste país, muitos deles confessos benfiquistas, alguns chegando mesmo a desempenhar o papel de dirigentes no clube. Uma mentira desmascarada cem vezes nunca passará a ser verdade.

Não me debruço sobre a singularidade, desta vez, da necessidade de atacar outros para enaltecer os seus (a última vaga de mentiras surgiu na evocação do aniversário do falecimento de Pedroto), embora não deixe de ser sintomática da má índole e dos complexos de menoridade, relativamente ao Benfica, que os caracterizam.

O Benfica nunca foi o clube do regime como estes mentirosos querem fazer crer. Por cada atoarda lançada por estes propagandistas de vão de escada, há um facto histórico que os desmente, há a biografia de um benfiquista que a neutraliza.

Por vezes sinto-me tentado a pensar que o fazem propositadamente, no âmbito de uma estratégia de comunicação para justificar os seus fracassos. Mas isso seria reconhecer-lhes inteligência, que escasseia, e pensamento estratégico, evidentemente limitado.

Em boa verdade, é mais provável que acreditem no que dizem. E compreendo-os. Se eu tivesse crescido a ver o meu clube ganhar devido aos quinhentinhos, a agências de viagens, a compadrios vários e ao que foi revelado no apito dourado, também desconfiaria dos triunfos de outrem, pois desconheceria que é possível vencer com mérito.

Jornal O Benfica - 17/1/2020

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