terça-feira, 31 de março de 2020

Clássico


Décadas de arbitragens horríveis, creolinas, abéis e outros quejandos, além de algumas equipas mais fracas, fizeram com que, a determinada altura, perspectivar um jogo em casa do F.C. Porto se tornasse num cenário dantesco em que a dúvida assentava, ao invés de quem sairia vencedor da partida, na forma como seríamos derrotados. Se não fosse pelo futebol jogado, lá haveria de aparecer o operador da guilhotina, trasvestido de árbitro, sempre solícito e servil à causa portista, para decepar as nossas legítimas aspirações. Tivemos de melhorar muito a qualidade dos nossos plantéis para conseguirmos nivelar o campo e lutarmos por resultados positivos.

Nos últimos cinco anos, vencemos duas vezes e empatámos outras duas, perdendo somente numa ocasião. Não por acaso, fomos campeões nacionais cinco vezes nas últimas seis épocas, o que demonstra cabalmente a superioridade das nossas equipas ao longo deste período.

Jogar hoje no Dragão continua a ser o jogo mais difícil para o Benfica. As circunstâncias, amanhã, serão mais favoráveis do que o costume, mas as nossas vitórias surgem pelo que fazemos no campo e não por aspectos laterais.

Ganhando poderemos, e sem qualquer euforia, começar a gerir a temporada de acordo com a participação na Liga Europa, sabendo que só um cataclismo inverteria a marcha do campeão. Empatando, ficaremos bem encaminhados para o título. Perdendo, continuaremos a dispor de uma vantagem pontual interessante, relembrando que a derrota na primeira volta com o F.C. Porto não nos impediu de chegarmos a sete pontos de avanço. A receita é simples: ignorar o contexto, enfrentar eventuais adversidades e jogar à Benfica. Desse modo, estaremos sempre mais próximos de ganharmos!

Jornal O Benfica - 07/02/2020

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