terça-feira, 16 de agosto de 2022

Números da semana (86)

9

O Benfica venceu pela 9ª temporada consecutiva na 1ª jornada do Campeonato, depois de 9 épocas seguidas a não vencer no jogo de estreia na prova (em 2006/07, a 1ª jornada foi adiada);

11

Nos primeiros 3 “jogos oficiais” da temporada, o Benfica marcou 11 golos, uma marca apenas superada em 15 épocas no passado, das quais somente 4 nos últimos 75 anos;

19

No desafio com o Arouca, Grimaldo fez a sua 19ª assistência no estádio da Luz (inclui jogos particulares), igualando André Almeida na 11ª posição. Em competições oficiais, considerando todos os “jogos oficiais”, Grimaldo soma 48 assistências e é o 3º com mais passes/cruzamentos para golo desde 2010/11 (Pizzi, 94, e Gaitán, 81, são os líderes);

60

Rafa bisou frente ao Arouca e chegou aos 60 golos em competições oficiais pelo Benfica. É o 39º mais goleador de sempre. Na Dinamarca, completou 230 “jogos oficiais” pelo Benfica, tantos quanto Hélder e Simão (51º);

82,5

82 anos e meio depois, Benfica e Casa Pia voltam a encontrar-se numa partida relativa ao Campeonato Nacional (vitória, por 10-1, no campo das Amoreiras). No entanto, o historial entre os dois clubes é vasto, com mais de 40 jogos oficiais e alguns particulares, além da forte ligação do Benfica a casapianos e do Casa Pia Atlético Clube aquando da sua fundação, em 1920, a benfiquistas então com consequências difíceis para o Sport Lisboa e Benfica;

45000

Está atingida a marca dos 45 mil Red Pass vendidos, o recorde estabelecido em 2019. Acrescentando-se-lhes os lugares corporate e a percentagem mínima obrigatória da lotação alocada aos adversários, sobram uns poucos milhares de lugares para venda jogo a jogo aos sócios que não quiseram ou puderam comprar Red Pass.

Jornal O Benfica - 12/8/2022

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Perplexidade e vergonha alheia

Nada me move contra os atuais dirigentes da Federação Portuguesa de Basquetebol, pelo contrário creio inclusivamente que a modalidade tem melhorado nos últimos anos, também a nível organizativo.

Considero, no entanto, inqualificável a decisão do castigo aplicado a Ivan Almeida pelo que se passou após o jogo derradeiro da final dos playoffs, branqueando-se, desta forma, os abusos racistas de que foi vítima no Dragão Arena durante a terceira partida e transmitindo-se uma mensagem de exigência aos jogadores para que tudo tolerem e a nada reajam, mesmo quando há muito forem ultrapassados os limites da decência.

Quem quer que tenha prestado atenção ao sucedido nessa final sabe que a altercação entre Ivan Almeida e jogadores do Porto, a qual motivou a tal suspensão de dois jogos, se deveu ao ocorrido no embate anterior, quando um energúmeno sentado na bancada dirigiu insultos racistas e xenófobos ao nosso jogador.

Numa situação destas, esperar auto-controlo de um atleta, quanto mais exigi-lo, constitui um abuso em si mesmo. É retroceder décadas, é assobiar para o lado, é inaceitável.

Além disso, a Federação Portuguesa de Basquetebol, com esta decisão, perdeu uma oportunidade de contribuir para uma sociedade mais justa e plural.

Bastaria para tal ter emitido um comunicado no qual explicaria as razões que justificariam um castigo, para logo anunciar que considerava até um imperativo de consciência optar por valorizar a atenuante – mesmo que essa figura não conste nos regulamentos – de Ivan Almeida ter sido vítima de um episódio escabroso de racismo e xenofobia. Mais, assumiria a defesa do atleta e o forte empenho em impedir que o adepto em causa frequente pavilhões e estádios no país.

Isto porque, que se saiba, o bandalho que gritou “macaco volta para a tua terra” poderá ser espectador das duas primeiras jornadas do campeonato, nas quais Ivan Almeida, caso permaneça em Portugal, não poderá participar.

Ao imbecil nas bancadas faltou decência e civismo. Aos atletas do FC Porto que se insurgiram contra Ivan Almeida durante a discussão com o público, escapou-se-lhes o tacto e a solidariedade. Ao dirigente do FC Porto que, passados alguns dias, desvalorizou os insultos ao invés de os condenar, sumiu-se a humanidade e o bom senso. E, perante tudo isto, a Federação Portuguesa de Basquetebol, além de nada ter feito para que, no futuro, episódios como este não mais se repitam num jogo da modalidade que supervisiona, organiza e promove, ainda condenou a vítima.

Dadas as circunstâncias, é incompreensível e intolerável que Ivan Almeida tenha sido castigado. É mesmo vergonhoso!

P.S.: Somos dodecacampeões nacionais de atletismo. Notável! E confesso que nunca me preocupara em saber qual o prefixo grego para 12, mas aprendi-o graças ao atletismo benfiquista. É assim o nosso maravilhoso clube, além de tudo ainda contribui para a literacia dos portugueses.

Jornal O Benfica - 5/8/2022

Números da semana (85)

1

Ou talvez seja 7. Caso o Benfica passe o Midtjylland, seguir-se-á Sturm Graz ou Dínamo Kiev. O histórico de jogos frente a estes dois clubes é curto. Relativamente aos austríacos, apenas 1 jogo particular realizado em 1998 (empate a uma bola). Com os ucranianos há a registar 7 confrontos, um deles amigável (1980, derrota por 1-2) e seis a contar para a Liga dos Campeões (1991/92; 2016/17 e 2021/22, com 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota);

3

Gonçalo Ramos fez o seu primeiro hat-trick pela primeira equipa do Benfica, ele que já bisara duas vezes, incluindo na estreia. Ramos soma 17 golos em competições oficiais, só Grimaldo e Rafa marcaram mais pelo Benfica entre os integrantes do actual plantel. Chegou aos 10 golos no estádio da Luz, figurando na 26ª posição dos melhores marcadores neste estádio (incluindo jogos particulares);

3 camisolas, uma homenagem à cidade de Lisboa, onde o Benfica foi fundado e está sediado, mas que não impõe fronteiras ao mais nacional e internacional de todos os clubes portugueses;

12

12 títulos nacionais consecutivos no atletismo, somos dodecacampeões, um recorde na modalidade. Ao longo do evento, 12 das 21 provas foram ganhas por atletas do Benfica;

170

Odysseas Vlachodimos chegou aos 170 “jogos oficiais” pela primeira equipa do Benfica, os mesmos que Artur Correia;

250

Grimaldo atingiu a marca redonda dos 250 jogos pela equipa de honra do Benfica em competições oficiais. Considerando todas as provas oficiais, é o 46º futebolista a alcançar esta marca. Neste século, é o 10º com mais partidas, superado por Luisão, Pizzi, Maxi Pereira, André Almeida, Cardozo, Jardel, Nuno Gomes, Salvio e Gaitán. Contando com particulares, Grimaldo é o 55º mais utilizado, com 277 jogos.

Jornal O Benfica - 5/8/2022

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Taremi cai porque pode

O jornal A Bola publicou uma crónica curiosa esta semana, da autoria do antigo árbitro Duarte Gomes. No seu espaço habitual, pomposamente chamado “O poder da palavra”, e desta vez sob o sugestivo título “A moda dos penáltis sacados”, Duarte Gomes parece querer defender a arbitragem, não se apercebendo que, na prática, não a defende e ainda contribui para o pântano de qual esta teima em não emergir.

O antigo árbitro começa por discorrer sobre dificuldades inerentes à tarefa de arbitrar um jogo de futebol. Evoca a pressão a que os árbitros estão sujeitos e reduz a contestação do momento (Taremi e a propensão para a simulação de grandes penalidades) a uma moda, atribuindo a celeuma à carneiragem. Os adeptos em geral falam de um tema porque outros falaram antes, e não por existir de facto um jogador useiro e vezeiro em se deixar cair nas áreas adversárias e a beneficiar com isso.

Duarte Gomes não percebe, não quer perceber ou finge que não percebe que defender a arbitragem seria identificar o problema, denunciá-lo e propor medidas para mitigá-lo ou mesmo eliminá-lo. Prefere reduzir a questão a uma moda do foro comunicacional, e isto explica muita coisa.

O relambório continua com uma explicação, em abstracto, sobre grandes penalidades, seguida do argumento mais do que repisado do contraste entre a teoria e a prática, e culmina com a extraordinária conclusão: “Há lances no limite, que são quase impossíveis de catalogar com honestidade. Aí vale a interpretação e bom senso de quem decide, que partir sempre da seguinte premissa: Qual é a decisão que o futebol espera, neste lance?”

E está explicado. Os árbitros – incluindo vídeoárbitros – não são, afinal, enganados por Taremi. Limitam-se a considerar “no limite” os lances em que Taremi se atira para o chão, a não os “catalogar com honestidade” e a se perguntarem “que decisão espera o futebol português, neste lance?”. E décadas de futebol português demonstram inequivocamente que, “na dúvida”, nada se deve esperar além de benefício para o Porto.

Duarte Gomes, se pretendesse mesmo defender a arbitragem, estaria na linha da frente do combate aos que fazem da simulação uma arte, propondo e defendendo medidas punitivas sérias para os prevaricadores, como aquelas existentes em Inglaterra, por exemplo.

Ao invés, opta pela desculpabilização habitualmente presente no discurso corporativista da arbitragem portuguesa, talvez caindo nas boas graças daqueles agora com um apito na boca, os quais, ao deixarem-se enganar continuadamente, permanecerão alvos preferenciais da crítica dos adeptos. E como não há realmente quem defenda a arbitragem – nem os próprios se defendem – perdurará a pressão e a coacção, havendo quem o faça com mestria, até porque não olha a meios para atingir os fins.

P.S.: Taremi deixa-se cair muitas vezes nas áreas adversárias e beneficia com isso. As pessoas notam e criticam. Um responsável da comunicação do Porto aproveita para se vitimizar e tenta, com isso, condicionar as arbitragens vindouras. E a comunicação social, recheada de plumitivos, limita-se, acriticamente, a reproduzir as declarações. E depois ainda aparecem estes Duartes a falar de modas.

Jornal O Benfica - 29/7/2022

Números da semana (84)

3,75

Nos embates de preparação para a nova época, o Benfica marcou 3,75 golos por jogo. 10 jogadores fizeram o gosto ao pé. Gonçalo Ramos foi o melhor marcador, com 3, seguido de Henrique Araújo, Rafa e Yaremchuk, com 2. Nos 15 golos marcados, houve 12 assistências por 11 autores, sendo que João Mário foi o único a bisar;

4

O Benfica realizou 4 jogos na pré-temporada (além de, pelo menos, um jogo treino). Os adversários foram Nice, Fulham, Girona e Newcastle. Obteve 4 vitórias, marcou 15 golos e sofreu 3;

11

Grimaldo apontou o seu 11º golo neste estádio da luz e passou a integrar o top25 de goleadores (incluindo particulares);

13

Zelão deixa o Benfica, aos 39 anos, após 13 temporadas de águia ao peito. É uma das maiores figuras da história do voleibol benfiquista. Ajudou à conquista de 7 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal e 8 Supertaças. Obrigado!

18

Vlachodimos ascendeu à 18ª posição dos futebolistas com mais jogos pela equipa de honra do Benfica neste estádio da Luz. Soma 89 partidas, incluindo particulares;

17,95

Uma pessoa apresenta-se ao trabalho e a primeira coisa que faz depois de aquecer é sprintar e, em três saltos apenas, atravessar 5 centímetros menos que o comprimento de um campo de voleibol. Pichardo é um vencedor, um campeão olímpico e mundial e o Benfica tem um papel determinante no sucesso deste extraordinário atleta;

28

Roger Schmidt utilizou 28 jogadores nos 4 jogos da pré-época. Metade participou em todas as partidas. 10 dos utilizados perfizeram o pleno da titularidade. Vlachodimos foi o que somou mais minutos (235), 2 mais que o quarteto composto por Florentino, Grimaldo, Gilberto e Otamendi. Seguem-se Gilberto, João Mário e Rafa (214), Enzo, Gonçalo Ramos e Neres (198) – inclui tempos adicionais.

Jornal O Benfica - 29/7/2022

terça-feira, 26 de julho de 2022

A relevância do "desporto feminino"

Crónica publicada no Dinheiro Vivo. Também publicada, em papel, no suplemento que acompanha as edições do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

Bons sinais

Nada como uma página virada para que o entusiasmo recrudesça. E esta foi virada violentamente: o futebol que Roger Schmidt está a implementar, a avaliar pelos primeiros sinais, é a antítese, embora subordinada à ideia comum da assumpção da iniciativa de jogo, daquele praticado pelo Benfica ao longo da segunda passagem de Jorge Jesus pelo clube.

E eu gosto muito mais. Não se trata aqui de uma convicção própria sobre que forma de jogar mais eleva as probabilidades de sucesso – sei bem que há vencedores para todos os gostos – mas somente de uma marcada preferência por um estilo de jogo.

Se a equipa conseguir, ao longo da época, operacionalizar correctamente os princípios que, de acordo com o demonstrado no Algarve, parece estar agora a trabalhar, estou certo de que, independentemente dos títulos que possam ou não vir a ser conquistados, assistiremos a um Benfica sempre com os olhos postos na baliza contrária, em suma a ser Benfica.

A mim, mesmo reconhecendo que há muitas formas válidas de vencer, ninguém alguma vez me convencerá de que o Benfica, quando joga à Benfica, não estará mais próximo de ganhar. Por agora, reitero, trata-se de meros sinais positivos, a época é longa, desgastante e difícil. Mas escrevo na segunda-feira à noite e estou desejoso que chegue sexta-feira para ver o jogo com o Girona.

Também a nível individual os primeiros sinais têm sido positivos. Pelo que já se viu, percebe-se que Neres, Bah e Enzo Fernández são mesmo reforços. João Victor ainda não jogou, mas já perdi a conta aos elogios que lhe são feitos, com particular significado a admiração generalizada pela velocidade do novo defesa central benfiquista. E saliento o visível empolgamento da esmagadora maioria dos jogadores no relvado, dando a ideia de que se divertem enquanto jogam, o que geralmente é… um bom sinal.

Por último, para um benfiquista que segue atentamente as camadas jovens, como é o meu caso, é deveras gratificante ver os “miúdos” a darem cartas e a criarem problemas salutares ao treinador.

Vou-me repetir: não há ainda muitas ilações a tirar, tudo isto não passa de sinais positivos. Mas nunca mais chega sexta-feira!

Jornal O Benfica - 22/7/2022

Números da semana (83)

1

O Benfica joga esta tarde na Suíça e qualquer razão é boa para relembrar o primeiro desafio em terras helvéticas: foi há 61 anos, Benfica 3-2 Barcelona na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus. A partida com o Girona é a 5ª frente a um clube espanhol na Suíça: depois do Barcelona seguiram-se Saragoça (2004), Athletic Bilbao (2014) e Sevilha (2019). O triunfo ante os andaluzes, por 1-0, foi mesmo a última vez que o Benfica jogou na Suíça, somando 47 jogos no país, dos quais apenas 5 a contar para competições oficiais;

2

2 jogos, 2 vitórias, 8 golos marcados, 1 sofrido. E, sobretudo, um futebol vibrante, intenso e marcadamente ofensivo. Os primeiros sinais da era Roger Schmidt são muito positivos, entusiasmantes e prometedores. Não passam de sinais nesta fase da pré-época, mas mais vale que sejam estes;

6

São, para já, 6 os marcadores de serviço. Gonçalo Ramos e Rafa concretizaram 2 golos, Gilberto, Henrique Araújo, Otamendi e Yaremchuk fizeram os restantes. Houve 7 assistências para golo de 7 autores;

Depois de Aarhus, KB Copenhaga, Vanlose, B1903 e FC Copenhaga, segue-se o 6º adversário dinamarquês do Benfica em competições oficiais, o Midtjylland. Nos 14 jogos disputados, o Benfica venceu 12 e empatou 2. Ou segue-se o AEK Larnaca, de Chipre. O único adversário cipriota do Benfica nas provas europeias foi o Omonoia, em 1981, e venceu ambos os dois jogos;

25

Nos primeiros 2 jogos da temporada, Roger Schmidt utilizou 25 jogadores, 8 deles da formação. 17 participaram em ambas as partidas, sendo que 10 foram titulares nas partidas com Nice e Fulham. 8 alinharam durante 94 minutos, 11 ao longo de 93 e 6 em 47;

62

Rafa chegou aos 62 golos pelo Benfica, incluindo jogos particulares, passando a ser o 52º melhor marcador de sempre pela equipa de honra do clube.

Jornal O Benfica - 22/7/2022

segunda-feira, 18 de julho de 2022

Primeiras impressões

Ninguém, exceptuando talvez aqueles que acabaram de chegar ao clube, terá ficado verdadeiramente surpreendido com a presença de 23470 benfiquistas no treino aberto realizado no domingo passado, apesar de se tratar de um recorde neste estádio.

São assim os benfiquistas, já dizia Béla Guttmann: “Nem que o jogo seja no fim do mundo, entre as neves da serra, ou no meio das chamas do inferno, por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica atrás da sua equipa... Grande, incomparável, extraordinária massa associativa!”

O Benfica é o conjunto de todos os benfiquistas. É por isso que o Benfica é o maior e, normalmente, o melhor, mesmo que, de quando em vez, a ânsia colectiva pela prossecução dos objectivos (às vezes desmedidos) possa ser perniciosa, mas há que saber lidar com isso. Afinal, não é qualquer um que pode representar o Benfica e, por definição, milhões de benfiquistas.

Foi, sim, uma agradável surpresa termos sido presenteados com um treino de conjunto. Talvez me falhe a memória, mas não me recordo de tal iniciativa desde o antigo estádio, em 1999, numa noite em que as mãos levadas à cabeça pela aparente demonstração de incapacidade de Bossio foram as mesmas que se esfregaram de entusiasmo pelo potencial de um miúdo na outra baliza, o Enke.

Desta feita não creio que tenha havido motivos para grandes preocupações, antes algumas primeiras impressões foram muito positivas, tratando-se efectivamente de confirmações.

Desde logo o tipo de futebol que parece estar a ser implementado. Cada posse de bola é aproveitada para se tentar criar uma oportunidade de golo. Claro que não era diferente num passado recente, mas prefiro que se tente com meia dúzia de passes do que com infindáveis trocas de bola sem o mínimo rasgo ou risco.

Depois algumas apreciações individuais. Gostei de vários jogadores, mas destaco quatro: David Neres, Henrique Araújo, António Silva e Diego Moreira. Qualquer deles confirmou, numa primeira impressão 2022/23, as muitas impressões positivas deixadas anteriormente. Se de Neres e Araújo espero um contributo imediato, dos outros estou convicto de que despontarão mais cedo do que muitos esperam.

P.S:

Tinha nove anos quando conheci Henrique Vieira. Acompanhei de muito perto aquelas equipas de basquetebol fabulosas do Benfica do final dos anos 80 e anos 90 e o Henrique foi, para mim, um ídolo, uma referência de liderança e um compêndio vivo de como jogar bem basquetebol. Houve jogadores melhores, mas muito poucos os que conheceram o jogo tão profundamente como ele. Deixo um forte abraço aos seus filhos Filipe e Pedro.

Jornal O Benfica - 8/7/2022

Números da semana (82)

4

Portugal sagrou-se vice-campeão europeu de futsal (feminino), perdendo o título no desempate por penáltis. Na final foram 4 as jogadoras do Benfica em ação (Ana Catarina, Inês Fernandes, Maria Pereira e Sara Ferreira);

8

Mais uma época extraordinária do Benfica na vertente feminina do hóquei em patins. Depois da Supertaça e do Campeonato, a 8ª Taça de Portugal do palmarés benfiquista, perfazendo mais um triplete;

19’63’’

O nosso atleta Reynier Mena percorreu os 200 metros em 19’63’’, uma marca nas dez melhores de sempre na especialidade;

37

O Benfica foi campeão nacional de futebol 37 vezes e consta 37 vezes como campeão no palmarés oficial do Campeonato Nacional. Tal não seria mencionável em circunstâncias normais, mas trata-se do futebol português;

65

Henrique Vieira, uma das maiores figuras da história do basquetebol benfiquista, faleceu aos 65 anos. Em 11 temporadas, ajudou o Benfica a vencer 7 Campeonatos Nacionais (só Carlos Lisboa, 10, e Mike Plowden, 8, ganharam mais), 1 Taça de Portugal, 1 Taça da Liga e 1 Supertaça. É o terceiro com mais jogos pela equipa de honra do Benfica, superado apenas por Carlos Lisboa e José Alberto, e um dos melhores marcadores de sempre de águia ao peito. Como treinador, em 5 épocas, venceu 2 Campeonatos, 1 Taças Hugo dos Santos, 2 Supertaças, 2 Troféus António Pratas e 1 Supertaça Luso-Angolana;

23470

A maior assistência de sempre a um treino neste estádio da Luz aconteceu no domingo. Foram 23470 os espectadores presentes, numa tarde repleta de benfiquismo e durante a qual se começou a forjar a simbiose entre plantel e adeptos na perseguição do 38º título nacional.

Jornal O Benfica - 8/7/2022

Números da semana (198)

1 Florentino é o novo recordista de jogos oficiais pela primeira equipa do Benfica no atual estádio da Luz entre os formados no Benfica Ca...