sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Futebol português


Pouco percebo de física, mas estou disposto a tudo para entender o futebol português!

Na mecânica clássica, a segunda lei de Newton “é utilizada para prever matematicamente o que o sistema fará a qualquer momento após as condições iniciais do sistema”. Quais são elas então? Digamos um Benfica forte. Nesse caso, é limpinho matematicamente: Benfica forte – parafernália comunicacional e difamatória – coacção e intimidação a árbitros – órgãos disciplinares amorfos – conivência da comunicação social próxima – erros de árbitros e inacção de vídeoárbitros – impunidade de Felipes, Brahimis, Maxis e outros que tais.

Socorrendo-me da mecânica quântica, “o análogo da lei de Newton é a equação de Schrödinger” que, posteriormente desenvolvida por outros, resultou na teoria dos muitos mundos. Trocando por miúdos, dependendo do ponto de vista do observador, uma coisa pode ser e pode não ser simultaneamente, o que significa que há dois estados dessa coisa. Essas duas coisas, ao poderem ser e não ser simultaneamente, já serão quatro, e assim sucessivamente.

Portanto, aceitando esta possibilidade, que é científica, somos azarados. Com infinitas possibilidades de sermos e não sermos, calhou-nos um mundo em que jogadores do FC Porto gozam de impunidade grosseira, só me restando despedir com a letra de uma musiquinha, cantada pelas criancinhas da grande maioria dos mundos paralelos:
Apertei o pescoço ao adversário-rio, mas o adversário-rio não morreu-eu-eu, dona Chica-ca assustou-se-se, com o cartão, com o cartão que o árbitro não deu... miau! E sentada à chaminé-é-é, veio um maxi-xi, desfez-lhe o pé-é-é, ou ela chora, ou ela grita, ou vai-te embora, arbitragem maldita!


Jornal O Benfica - 17/8/2018

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