segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Inesperado

Era só o que faltaria agora que um mero empate hipotecasse as nossas pretensões ao penta. Estão 42 pontos em disputa, lutaremos por cada um deles. Porém parece-me indiscutível que dificultou a tarefa da nossa equipa. Mas eu, enquanto benfiquista, consciente de que não ganharemos sempre, o que espero dos nossos atletas e treinadores é que, em cada jogo, em cada treino, dignifiquem a nossa instituição. Fizeram-no no Restelo, apesar da desinspiração individual e colectiva na primeira parte e do mau resultado obtido. Assim joguem sempre como na segunda metade que, mesmo sem deslumbrarem, estarão sempre mais perto da vitória.

De positivo notei que o melhor jogador em campo, Cervi, e o melhor jogador e goleador da equipa, Jonas, apesar de terem tido nos seus pés oportunidades flagrantes para nos colocarmos em vantagem (e estou certo que a vitória não fugiria) e de as terem desperdiçado, não se tornaram nos bodes expiatórios do desaire. Principalmente o argentino, que não beneficia do lastro de admiração dedicada ao brasileiro, o melhor futebolista estrangeiro da história do Benfica, na minha humilde opinião. Cervi foi quem, na primeira parte, mais tentou inverter o rumo dos acontecimentos e, nos segundos 45 minutos, quem de facto mais influência teve na inversão conseguida. Merece o meu aplauso!

P.S.1 Jonas, com 89 golos, igualou Valadas e passou a ser, ainda somente na quarta temporada de águia ao peito, o 11º melhor marcador de sempre do Benfica no Campeonato Nacional.

P.S.2 Afinal, a Taça da Liga é uma competição importante.


P.S.3 Bruno de Carvalho afirmou que qualquer “monte de esterco é livre de fazer denúncias”. Tem toda a razão!

Jornal O Benfica - 2/2/2018

Números da semana (180)

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