segunda-feira, 8 de maio de 2023

Números da semana (121)

1

O Benfica está a um triunfo de renovar os títulos de voleibol no masculino e polo aquático no feminino (em ambos será, caso ganhe, tetracampeão);

5,75%

Taxa de juro praticada no empréstimo obrigacionista cuja emissão foi anunciada pela Benfica SAD (no montante de 40 milhões de euros para substituir o emitido em 2020, que termina agora, e totalizou 50 milhões de euros). No empréstimo lançado há cerca de um ano, a taxa de juro era de 4,6%. A subida é relevante, mas bem menor que a verificada na taxa de juro de referência no mesmo período (de 0,29% para 3,65%);

7

A ginástica do Benfica conquistou 7 títulos nacionais nos trampolins;

8

O triunfo em Penafiel aumentou a vantagem do Benfica B para 8 pontos relativamente ao antepenúltimo classificado, com quatro jornadas por disputar. Um passo importante para a manutenção;

23

O Benfica conquistou a 23ª Taça de Portugal de basquetebol do seu palmarés, que já não ganhava desde 2017, ano em que venceu pela 4ª vez consecutiva depois de 17 edições sem erguer o troféu. Antes vencera 5 seguidas após 10 anos de jejum. Início de nova dinastia na prova?

50

Florentino chegou aos 50 jogos pelo Benfica no Campeonato Nacional;

219

Odysseas Vlachodimos passou a ser, a par de Espírito Santo, o 56º com mais jogos oficiais pela equipa de honra do Benfica (219 partidas);

327

Grimaldo chegou aos 327 jogos (incluindo particulares) de águia ao peito, tantos quanto Jaime Graça, passando a ser o 43 no ranking dos jogadores com mais jogos. Em competições oficiais soma 299 partidas pelo Benfica e é o 32º (marcou 25 golos – 17 no Campeonato Nacional – e fez 61 assistências para golo).

Jornal O Benfica - 5/5/2023

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Teto salarial no futebol

Crónica publicada no Dinheiro Vivo. Também publicada, em papel, no suplemento que acompanha as edições do Diário de Notícias e Jornal de Notícias.

Os beneficiados chorões

A comparação deveria ser do domínio do absurdo, mas é verdadeira e não surpreende quem, jornada após jornada, segue atentamente o Campeonato Nacional português de futebol. Desde 2019/20, o FC Porto beneficiou de 47 grandes penalidades, enquanto o Benfica se ficou pelas 27.

Escrito de outra forma, no período em análise, as equipas de arbitragem assinalaram uma grande penalidade favorável ao FC Porto em cada 251 minutos, enquanto precisaram de 437 para descortinar uma a favor do Benfica. Ou seja, um penálti para os portistas em cada três jogos (incompletos) e um penálti para o Benfica a cada quase 5 jogos.

Anomalia estatística? Reflexo do tipo de jogo ou das características técnicas (não “artísticas”) dos jogadores? Azar? Até poderia ser, mas quem vê os jogos sabe que não é o caso e dados estatísticos como oportunidades de golo esperadas, remates, ações na área adversária, etc, não estabelecem correlação, pelo contrário até revelam uma discrepância entre a realidade e o que seria expectável face a esses dados.

Recupero um artigo da minha autoria, publicado em O Benfica há pouco mais de um ano: O FC Porto era, entre os cinco primeiros classificados dos campeonatos dos 15 países melhor posicionados no ranking europeu de clubes, o líder destacado em adversários admoestados com cartão vermelho, uma situação que não encontrava paralelo, nem de perto nem de longe, com o observado na Liga dos Campeões. Por conseguinte, era esmagador, a favor do FC Porto quando comparado com o Benfica, o tempo jogado em superioridade numérica. E, claro, invertiam-se os papéis na análise do tempo jogado em inferioridade numérica, em que o Benfica “superava” o FC Porto.

O que se passa então em 2022/23? A resposta é fácil de adivinhar: 11 cartões vermelhos a adversários do FC Porto, 4 a adversários do Benfica, sendo que um deles foi após o apito final.

A facilidade com que adversários do FC Porto são expulsos só é comparável ao empenho dos árbitros na “gestão” do capítulo disciplinar em jogos do Benfica, também visível na admoestação de cartões amarelos: 86 a adversários do Benfica; 118 amarelos a adversários do FC Porto.

É com estes dados em mente, além do que é facilmente perceptível pelo que se vê no campo, que se deve interpretar as lamentações de responsáveis portistas sobre arbitragens. Como é óbvio, não passam de propaganda reles, porque nem sequer é demagógica, é mesmo mentirosa e mais do que gasta. Que continuem a ter efeito, é vergonhoso, mas também não surpreende.

Jornal O Benfica - 28/4/2023

Números da semana (120)

1

O Benfica está um ponto de se sagrar tricampeão nacional de futebol no feminino;

7

João Neves foi o 7º jogador da formação do Benfica utilizado no onze inicial por Roger Schmidt. São ainda 4 os que foram chamados a partir do banco;

14

Neres leva 14 assistências para golo (em 43 jogos), o que o coloca no top25 dos jogadores do Benfica com mais assistências para golo em competições oficiais desde 2009/10. No atual plantel, só Grimaldo (3º com 61 em 298 jogos), Rafa (4º com 51 em 269 jogos) e João Mário (15º com 19 em 91 jogos) o superam neste capítulo do jogo. Neres tem uma média de 0,33 assistências para golo por jogo, seguido por João Mário com 0,21. Na presente temporada, Neres partilha a liderança deste ranking com Grimaldo, mas em menos 1913 minutos de utilização (inclui tempos adicionais);

22

O Benfica terminou a fase regular do Campeonato Nacional de futsal no feminino com um pleno de triunfos;

100

Cloe Lacasse atingiu a centena de golos de águia ao peito, é a 2ª mais goleadora de sempre do Benfica, só superada por Darlene. A canadiana lidera os rankings benfiquistas no Campeonato, na Liga dos Campeões e na Taça da Liga;

101

De acordo com dados da Sofascore, João Neves foi o jogador com mais ações na partida que opôs Benfica a Estoril, 101. O seguinte foi Grimaldo, com 86. Uma estreia sempre a procurar a bola;

4780

Odysseas Vlachodimos é o jogador mais utilizado por Roger Schmidt, com 4780 minutos em campo (inclui tempos adicionais). Após o jogo com o Estoril, passaram a ser 4, além do guarda-redes, os jogadores com mais de 4000 minutos de utilização na presente época: Grimaldo (4675); João Mário (4082); Otamendi (4066).

Jornal O Benfica - 28/4/2023

segunda-feira, 17 de abril de 2023

Olhar em frente

Foi uma semana dura. Perder dois jogos consecutivos seria sempre penoso, mas frente ao adversário directo no Campeonato e no desafio da primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões pesa ainda mais, até porque as expectativas eram altas e o sonho enorme, ambos solidificados num percurso extraordinário ao longo da temporada.

Observe-se o que se perspectivava anteriormente: uma vitória ante o Porto fecharia as contas do título, só restando a matemática, a indefinição de quando conquistaríamos de facto o 38 e o prazer de ver bom futebol para nos entretermos; um triunfo ante o Inter colocar-nos-ia numa situação favorável para regressarmos, 33 anos depois, às meias-finais da Liga dos Campeões.

Duas possibilidades reais, bem reais, que resultaram em frustração. No primeiro jogo, a desilusão é também alimentada por uma muito surpreendente e imprevisível, por certo pontual, incapacidade para tornear as dificuldades causadas pelo adversário naqueles 90 e poucos minutos; no segundo, prevalece uma sensação diferente, a de que a sorte do jogo nada quis connosco, a arbitragem desajudou e que, por muita teorização que se possa fazer acerca dos aspectos técnico-tácticos, reinou quem foi mais eficaz.

Acontece. Mas, por acontecer, não significa que se deva passar uma esponja por tudo o que de muito bom foi feito ao longo da época. Repare-se: estávamos numa sequência de dez jogos sempre a ganhar no campeonato; íamos em 12 jogos na Liga dos Campeões sem perder, o máximo na história do Benfica.

Sei que a memória dos adeptos por vezes é curta e que vivemos o clube com desmedidas paixão e intensidade, importando sobretudo o presente. Mas o que a mim me diz o passado recente é que não tenho razões para temer o futuro imediato. E espero que o plantel sinta o mesmo. Tenho a certeza de que não desaprenderam de jogar à bola. E jogando o que sabem, o que já demonstraram na grande maioria dos jogos nesta temporada, têm tudo para serem campeões. Porventura, com alguma sorte e muita inspiração, até de continuarem em prova na Europa.

Eis a verdade inexorável: faltam sete jornadas para terminar o Campeonato, das quais temos de vencer em cinco delas (ou em quatro com três empates). Não há razão alguma para que não o consigamos. E a eliminatória com o Inter, apesar do cenário negro, não está fechada. Só é impossível se não tentarmos.

Jornal O Benfica - 14/4/2023

Números da semana (119)

6

No jogo com o Inter, o estádio da Luz teve uma assistência superior a 60 mil pela 6ª vez na presente temporada (a maior da temporada – 62594), a 16ª acima dos 55 mil, a 20ª com mais de 50 mil, em 22 jogos a contar para competições oficiais. Sobram os desafios com o Vizela (47958) para o campeonato e com o Penafiel para a Taça da Liga (43263);

7

O Benfica tem 7 pontos de vantagem no Campeonato Nacional de futebol quando há 7 jornadas por disputar;

9

Rafa passou a ser o 9º mais utilizado no atual estádio da Luz (9783 minutos – inclui jogos particulares e tempos adicionais). Dos elementos do atual plantel, é o 3º, atrás de Grimaldo (3º no geral) e Odysseas Vlachodimos (8º no geral). Mas, em número de jogos, Rafa, com 141, é o 2º (7º no total), apenas superado por Grimaldo (6º com 144), num ranking liderado por Luisão, com 273. Rafa é ainda o 7º com mais golos (37) e o 5º com mais assistências para golo (28);

13

Terminou a série mais prolongada de sempre do Benfica de jogos sem derrotas nas competições europeias, 13. Começou em Liverpool, na temporada passada, e estendeu-se até esta semana, na Luz frente ao Inter;

29

29 anos depois, o Benfica voltou a sagrar-se campeão nacional de natação. É o 6º título nacional para as águias. A equipa feminina classificou-se na segunda posição, a escassos 9 pontos do lugar cimeiro. Os homens conseguiram 16 medalhas, enquanto as mulheres chegaram às 13, sendo que o Benfica foi o clube com mais nadadores nos pódios (29);

100

Chiquinho chegou aos 100 jogos pelo Benfica em competições oficiais (e atingiu os 50, incluindo particulares, no estádio da Luz de águia ao peito);

Jéssica Silva atingiu a centena de internacionalizações por Portugal.

Jornal O Benfica - 14/4/2023

quarta-feira, 12 de abril de 2023

Parece que há um jogo com o FC Porto

No dia em que escrevo, ouvi uma história sobre um homem, o qual, já há uns 50 anos, costumava frequentar o Jardim da Parada, o “centro” do bairro lisboeta de Campo de Ourique, fazendo-se sempre acompanhar de quatro ou cinco livros, o que, muito naturalmente, suscitou curiosidade.

Quem seria? O que faria? Talvez se tratasse de um antigo aluno de engenharia que enlouquecera de tanto estudar, porventura um dilecto professor reformado ou mesmo um escritor desinspirado à procura de dias mais inspirados. E lá alguém desvendou o mistério: simplesmente era um tipo que gostava de ir ao jardim para ver as modas e passear livros, além de ser analfabeto.

Caro leitor, como já terá percebido, esta crónica é sobre irrelevâncias. Até porque necessito de evitar a todo o custo a confissão sobre quão emocionado fiquei – quase lacrimejei, passo a rima – com as palavras simpáticas e muito acertadas, quem diria, do Sérgio das antevisões sobre o percurso do Benfica na presente temporada.

Desconheço o que pensa o Sérgio dos bancos sobre o Sérgio das antevisões, mas coisa boa não será. E nem sequer consigo imaginar o que o Sérgio dos pós-jogos sentirá pelo Sérgio das antevisões.

Conflitos de personalidade? Não sou especialista. Jogos mentais de vão de escada? É possível. Sinceridade? Já vi de tudo. Até um qualquer treinador, não sei se das antevisões ou dos pós-jogos, a desculpar-se com a ausência de reforços enquanto remete para a bancada o jogador mais caro de sempre do futebol português. Nenhuma das versões é para levar a sério.

Mas, não só há vários Sérgios, como parece haver Varandas para todos os gostos. Aprecio particularmente este que tem o condão de nos relembrar que há uma distinção clara, embora pouco preponderante dos primeiros, entre sportinguistas e lagartos.

O estereótipo de lagarto alude à imagem das touradas: ponham vermelho à frente e já se sabe quem faz o quê. No entanto, esta imagem não vale as palavras suficientes para que a ideia seja completa.

Aquela entrevista repleta de alarvidades do Varandas em modo Afeganistão – nunca o Varandas em modo negócio com o FC Porto de trocas de jogadores que ninguém ouviu falar por 15 milhões de euros daria tal entrevista – pode ser explicada numa frase: O Sporting corre o risco de ficar em quarto lugar e, mais relevante, há a percepção generalizada de que o Benfica será o campeão. Tão evidente quanto previsível, até aborrece.

Reconheça-se, no entanto, que alguma coisa teria de ser dita. É mesmo muita a areia que tem de ser atirada para os olhos (perdão, para a vista). Ressalve-se que não uma qualquer, só proveniente do Ancão, da Comporta, dos Salgados – em São Martinho, claro – ou de Moledo), afinal eles dizem-se diferentes. E são-no mesmo: o poço de virtudes é tão fundo, tão fundo, que, ao longo dos anos, se afundaram em episódios rocambolescos da mais variada espécie. Já dizia o outro: faz o que ele diz, não faças o que ele faz.

E eis que os irrelevantes vieram todos dar à costa. Acabei de ouvir um antigo futebolista do FC Porto cujo maior feito foi ter marcado um golo irregular na Luz – um verdadeiro jogador à FC Porto – afirmar que não há nada melhor do que ganhar aos mouros. Aqui está um belo exemplo da propagação da ignorância. Mas a culpa não é dele. Os tontos que gostam de apelidar de mouros as gentes de Lisboa, como se os mouros não tivessem ocupado toda a Península Ibérica à excepção das Astúrias, influenciaram o rapaz e, diga-se de passagem, sempre é melhor do que nos chamar inimigos. Por isso, merece ser informado.

Por cá, mas também em qualquer lugarejo brasileiro, usa-se os algarismos arábicos, perfeitos para fazer contas simples como, por exemplo, a mais desejável 74-61. Acaso seja 71-61 ou 71-64, cá estaremos no fim sem necessidade de calculadora, mas cientes de que, independentemente das circunstâncias, a águia voa sempre mais alto.

Jornal O Benfica - 7/4/2023

Números da semana (118)

3

O Benfica conquistou a 3ª Taça da Liga na vertente feminina do futebol;

Diogo Ribeiro tem presença assegurada em Paris 2024, é o primeiro português a garantir a qualificação. É também o primeiro nadador nacional a poder participar em 3 especialidades numa edição dos Jogos (50 e 100 metros livres e 100 metros mariposa). Os 3 mínimos alcançados são todos recordes nacionais;

6

6ª deslocação consecutiva no Campeonato Nacional sem golos sofridos, igualando a melhor série de sempre numa época (já acontecera 2 vezes – 1975/76; 1977/78);

7

O Benfica venceu a Taça de Portugal de futsal no feminino pela 7ª vez;

8

O Benfica venceu a Taça de Portugal de futsal no masculino pela 8ª vez;

10

São 10 as vitórias consecutivas no Campeonato Nacional. É a 14ª vez que o Benfica chega à dezena de triunfos consecutivos numa edição desta competição (excluindo sequências de 10 vitórias incluídas em séries mais prolongadas – máximo de 23 em 1972/73);

25

Na presente época, com 10 a 13 jogos por disputar, Gonçalo Ramos leva 25 golos, todos de bola corrida. Desde 1990/91, só os seguintes jogadores marcaram mais numa só temporada, excluindo penáltis: 29 (Jonas – 2014/15, 2015/16 e 2017/18); 28 (Cardozo – 2009/10; Darwin – 2021/22); 27 (Seferovic – 2018/19); 26 (Nuno Gomes – 1998/99; Lima – 2012/13);

32

Grimaldo representou o Benfica pela 293ª vez em competições oficiais e passou a ser, a par de Cardozo, o 32º com mais “jogos oficiais” pela equipa de honra benfiquista;

39

Gonçalo Ramos passou a integrar o top60 dos melhores marcadores de sempre da equipa principal do Benfica em competições oficiais, soma 39 golos, assim como Vata e Saviola;

2026

Roger Schmidt prolongou o vínculo ao Benfica até 2026.

Jornal O Benfica - 7/4/2023

domingo, 2 de abril de 2023

Da previsibilidade...

Já cá faltava o recurso ao discurso bacoco de uma suposta luta contra o centralismo, de vez em quando alardeada por políticos no âmbito regional ou, quase sempre que o momento desportivo não corre de feição, pelo presidente do FC Porto.

Basta parecer que a época correrá bem ao Benfica para que logo surjam declarações sobre os poderes concentrados na capital. É uma espécie de pronto-a-dizer, mais do que previsível, tão estafado que só não enjoa porque a reiteração desta ideia é sinónimo de sucesso benfiquista.

Justo é reconhecer que já ninguém liga. Claro que uns quantos idiotas replicam o argumentário e outros tontos e pobres de espírito acreditam no que lhes é impingido, mas a verdade é que são cada vez mais aqueles que optam por ignorar as declarações regurgitadas.

O que faz a comunicação social, salvo honrosas excepções? Divide-se entre bajuladores e reprodutores acríticos, em ambos os casos prestando um mau serviço ao jornalismo. Os primeiros alegam combatividade, os segundos coisa nenhuma dizem; os primeiros reforçam a mensagem, os segundos, ao não exporem o ridículo que a caracteriza, legitimam-na.

E claro que, apesar de, no essencial, o teor propagandístico versar sempre sobre o mesmo assunto e as motivações pouco ou nada variarem, há detalhes que tornam singular cada intervenção. Desta feita, embora talvez não seja a primeira vez, foi o uso da expressão “o nosso inimigo está a 300 kms”.

Que já não haja quem fique chocado por se chamar inimigos a, supõe-se, concorrentes desportivos, diz muito sobre o autor da afirmação. É uma questão de hábito. Porém, há que dizer que, por cobardia, esquecimento, lapso momentâneo ou tique de linguagem, o tal inimigo não foi especificado.

De Vigo não será, pois lá só se lhe conhecem amigos e, em rigor, a cidade galega fica a uns 150 kms das Antas. Põe-se a hipótese, enfim, muito remota, de uma qualquer localidade a 300 kms do Porto albergar servidores do Youtube nos quais estão alojadas as escutas do Apito Dourado que tão cristalinamente demonstram com que métodos, no futebol português, se trava a batalha ao pretenso centralismo. E muito menos provável será que se trate do Jardim Zoológico de Lisboa, no qual, não obstante a exibição de pintos e macacos, a inexistência de dragões suscita dúvidas, importando esclarecê-las sem margem para contestação.

(A propósito, não tendo, no entanto, relação com o tema, hoje li em qualquer lado que os ursos polares gritam quando evacuam. Se tivessem o dom da palavra, talvez vociferassem contra os efeitos do centralismo no futebol cá do burgo).

Mas o que é certo é que, a confirmar-se tratar-se do Benfica o alvo no dislate, mais importante do que me motivar a escrever uma crónica jocosa ou de revelar uma gritante ausência de princípios e valores desportivos, é a constatação de que o momento aparentemente exige, do ponto de vista do autor, união perante o tal inimigo. E olhem quem, que ainda há uma ou duas semanas protagonizou um bate boca via comunicação social com o treinador que contratou e mantém no cargo. É cá um apelo à união...

Jornal O Benfica - 31/3/2023

Números da semana (117)

1

Os iniciados do Benfica ascenderam, na sétima jornada, à liderança isolada da fase de apuramento do campeão, só conhecendo ainda o sabor da vitória no período decisivo da época;

3

Fernando Pimenta (masculino), Teresa Portela (feminino) e João Duarte (sub23) sagraram-se campeões nacionais de fundo na canoagem;

12

Foram 12 os elementos do plantel da equipa A do Benfica em ação por várias seleções;

13

O Benfica está na final do campeonato de voleibol pela 13ª temporada consecutiva e procura perfazer o tetra, o qual nunca conseguiu;

15

É já neste fim de semana que se realiza a 15ª Corrida Benfica António Leitão;

22

A equipa feminina de basquetebol do Benfica terminou a fase regular com um pleno de triunfos: 22;

60

A gala de patinagem artística “Momentos”, realizada em Portimão, contou com mais de 60 atletas do Benfica;

112

É com 112 golos marcados, tantos como em 2021/22 e mais do que em 2020/21 ou 2019/20, quando ainda estão por disputar pelo menos 11 jogos e, no máximo, 114, que a equipa de futebol do Benfica regressa à competição após paragem para compromissos das seleções. Na luta pelo Campeonato Nacional e pela Liga dos Campeões, que a veia goleadora continue apurada!

500

A secção de ginástica e artes marciais do Benfica chegou aos 500 praticantes na presente temporada;

27221

Está estabelecido o novo recorde de espectadores num jogo de futebol no feminino em Portugal. O anterior recorde (15204) acontecera no jogo solidário por Moçambique, no estádio do Restelo, disputado entre Benfica e Sporting. Cingindo às competições oficiais, o máximo havia sido no estádio da Luz, também num dérbi de Lisboa (15032).

Jornal O Benfica - 31/3/2023

Números da semana (198)

1 Florentino é o novo recordista de jogos oficiais pela primeira equipa do Benfica no atual estádio da Luz entre os formados no Benfica Ca...