segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Primeiro ano bem-sucedido

Fez esta semana um ano que a Direcção presidida por Rui Costa foi eleita. As eleições marcaram uma ruptura com o passado recente sem que a estabilidade institucional fosse colocada em causa. Um novo estilo de liderança e o ênfase reforçado em duas dimensões essenciais do clube, o desportivo e o associativo, acompanhados por várias boas decisões em temas fundamentais, renovaram o contexto interno do clube e reforçaram o enorme voto de confiança prestado pelos sócios no acto eleitoral.

Ainda antes das eleições houve desafios que requereram especial atenção e acção. A saída inesperada de Luís Filipe Vieira representou um risco acrescido em áreas sensíveis, o qual exigiu liderança, coesão directiva e competência da estrutura profissional. Havia que garantir que a gestão corrente não seria afectada pelas mudanças institucionais, ultimar os plantéis das várias equipas, nomeadamente do futebol profissional, assegurar o sucesso da emissão em curso de um empréstimo obrigacionista e preparar, para tão rápido quanto possível, o acto eleitoral, instituindo-se novas práticas que garantissem mais e melhor participação associativa. Todos estes objectivos foram alcançados, não surpreendendo, portanto, a notável adesão às eleições e a larga maioria dos votos na lista encabeçada por Rui Costa.

Ao longo da temporada passada foram-se notando modificações relevantes. O enfoque no aumento de competitividade dos vários plantéis foi o mais visível, com repercussões positivas. E, na presente temporada, já se percebe que, apesar da fase ainda prematura em que estamos, foi dado mais um salto qualitativo do ponto de vista desportivo. Independentemente dos resultados que venhamos a alcançar, parece-me indiscutível que o Benfica apresenta melhores equipas do que na temporada anterior em todas as modalidades, quer na vertente masculina, quer na feminina. Os sinais são muito positivos e a conquista de diversos troféus nos primeiros meses da época é uma consequência de uma política desportiva mais ambiciosa e abrangente, mais pujante ao nível do investimento, retomando-se o ímpeto refreado em anos recentes e fazendo jus à fortíssima tradição ecléctica do clube, subordinado à ideia matriz de que o Benfica compete sempre para ganhar.

Muito haveria a destacar noutros domínios, mas realço a abertura a nível comunicacional, em particular a forma como foram apresentadas as contas da SAD e as explicações oferecidas acerca da actuação na última janela do mercado de transferências. Qualquer decisão pode ser boa ou má, só havendo vantagens em que melhor se compreenda o que levou às mesmas.

P.S.:

Escrevo antes do jogo em Paris com o PSG. Se correu bem ou mal, mais logo saberei, mas o que me importa neste momento é que considero legítima a expectativa de um bom resultado em casa de um adversário fortíssimo. E isso, por si só, já é positivo.

Jornal O Benfica - 14/10/2022

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