terça-feira, 13 de março de 2018

A falência de um posicionamento


O Sporting tem sido useiro e vezeiro nas críticas à arbitragem, não obstante as inúmeras decisões que o tem beneficiado. Acresce que encontra sempre no Benfica a razão de todos os males, os seus e os do sector da arbitragem. Não sei se será feitio ou estratégia, mas parece-me que tem resultado, pois a ilusão do término de mais um longo período de seca do título máximo do futebol português durou mais que o expectável e foi alimentada, em parte, por arbitragens favoráveis, e não pela qualidade de jogo patenteada pela sua equipa. Esta, reconheça-se, tem estado longe da exigível a um candidato ao título e enormemente distanciada da apregoada.

Nesta temporada houve, no entanto, uma nuance que não é despicienda. A liderança da cruzada anti-Benfica situa-se a norte e o Sporting, apesar do discurso costumeiro e bafiento dos seus protagonistas, deixou-se secundarizar na esperança, creio, de que colheria os benefícios de uma estratégia comunicacional implacável e sórdida, porém sem se desgastar nessa demanda. Mas não perceberam o óbvio: Quando se juntam mal-intencionados com voluntaristas, os eventuais frutos da parceria cabem sempre aos primeiros, gozando ainda estes da conivência e solidariedade dos segundos.

Só assim se entende que o caso do Estoril-Porto não tenha merecido a atenção leonina que seria considerada normal. E depois, no momento certo, Artur Soares Dias, que nem com recurso a imagens televisivas conseguiu descortinar aquela grande penalidade monumental sobre Doumbia, mostrou aos voluntaristas, porventura inconscientemente, que quem não treina em paz no Centro de Alto Rendimento da Maia não pode, nem deve, incomodar os mal-intencionados…

Jornal O Benfica - 9/3/2018

Fim de quarentena

Todos estamos agradecidos aos benfiquistas que há uns poucos meses dedicaram parte do seu tempo, dinheiro e esforço para homenagearem vint...