sábado, 14 de julho de 2018

Orgulho matinal

No sábado passado, contrariamente ao que é costume, não eram ainda nove horas e já andava na rua. A razão, claro está, foi o Benfica. E valeu muito a pena, como só o Benfica sempre vale.

Sobre o treino da nossa equipa de futebol, nada que justifique grandes considerações. A vénia aos adeptos foi bem executada, duas balizas, campo encurtado, três ou quatro pormenores de se lhes tirar o chapéu e nem uma das caras novas me deu razões para torcer o nariz, que é o que mais me preocupa nas pré-épocas. Recordo aquela década a partir de 1994 e ocorrem-me dezenas de jogadores tidos por fundamentais na apresentação, mas que se tornaram irrelevantes no fecho da temporada. Em muitos desses casos não houve grande mistério desde o início, só não se percebendo porque haviam sido contratados.

Apesar desta reminiscência, hoje nada mais sinto que optimismo e entusiasmo pelo que se avizinha. Os últimos anos, não obstante erros aqui e ali, ajudam-me a desfrutar de um capital de confiança inabalável, o que me liberta dos anseios outrora bem vincados na minha personalidade benfiquista e me permite uma vivência clubística mais serena, embora igualmente apaixonada. Do tal treino sobra, portanto, o que realmente importa: o reforço do sentimento de pertença a uma família unida por um ideal, uma cor e um emblema. E que bonito foi ver aqueles quase vinte mil benfiquistas, alguns ainda bebés ignorantes da sua condição benfiquista mas que um dia poderão afirmar orgulhosos que a sua primeira vez no estádio da Luz foi pelo colo dos seus pais, movidos pelo benfiquismo numa manhã soalheira, a partilharem um momento inconsequente, mas revelador da força do nosso querido Benfica. E que força!

Jornal O Benfica - 13/7/2018

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