terça-feira, 13 de setembro de 2022

De Veríssimo a Nobre, com pinceladas de Pacheco

Assim como até aos anos noventa do século passado poucos acreditavam na existência de planetas além do nosso sistema solar e no início deste mês já se havia descoberto 5157 exoplanetas, pode ser que, apesar de hoje ser uma hipótese pouco crível, talvez o Fábio Veríssimo ainda venha a apitar um jogo do Benfica em que não o prejudique. Fábio Veríssimo é, para o Benfica, uma verdadeira fava, e tal não se deve à origem latina do seu nome e apelido.

O homem é um péssimo árbitro. Do meu ponto de vista, ninguém no seu perfeito juízo consegue justificar que apite jogos da Liga, quanto mais o mistério insondável do estatuto de internacional que um dia alguém lhe atribuiu, sabe-se lá como, com que critério ou motivação.

“O Veríssimo é Veríssimo.

O Veríssimo é Fábio”.

E o que dizer de António Nobre – de apelido? Esse pseudo coiso preocupa-me. Terá sido um caso de catatonia sentado em frente a monitores na cidade do futebol?

Que Veríssimo, o Fábio, perto de um lance sem que alguém lhe obstruísse a vista, tenha transformado uma grande penalidade numa pretensa simulação com direito a admoestação de amarelo, no caso o segundo e subsequente expulsão, ninguém se admira. Afinal, é certo e sabido que se trata de um árbitro horrível, com a agravante da propensão para a asneira inusitada, espantosamente frequente em prejuízo do Benfica. Mas Nobre – de apelido – só lhe faltaria um massagista para o ajudar a relaxar, e talvez um sumo de laranja natural que a hidratação e a vitamina C são importantes, para desempenhar a função de salva-Veríssimo com recurso a vídeo, zooms catitas e tantos ângulos que esta gente quase se torna versada em geometria descritiva. E ainda assim não viu o que todos, além da verdadeira fava, vimos.

Ponho-me no lugar do Gonçalo Ramos: ao invés de ser o herói cuja acção resultou num penálti que poderia assegurar a vantagem no marcador, acabou saindo cabisbaixo do relvado porque um incompetente assessorado por um inútil assim o determinou. E não gosto da sensação.

Que mais tem a verdadeira fava de fazer para que pare de prejudicar o Benfica? E que mais tem de deixar de fazer o Nobre – de apelido – para que a arbitragem se torne numa vaga lembrança de tempos idos na sua vida, para felicidade de todos nós?

Felizmente, ganhámos!

Já Álvaro Pacheco, treinador do Vizela celebrado pela qualidade do futebol implementado no seu clube – esqueçam lá isso das trancas, dos ferrolhos e do antijogo na Luz – e, por vezes, da boina, que disse sentir-se pequenino por ter sido (bem assinalado!) um penálti contra a equipa que orienta, deve agora sentir-se, apesar de eu não crer que o venha a admitir, imensamente mínimo com a figurinha que fez naquela flash. Terá sido certamente um momento infeliz e incaracterístico, mas tinha de ser assinalado, até para memória futura, porque a passada, em casos de clube bem identificado, o fairplay soou sempre a simpatia desmesurada, daquela que facilmente se confunde com evidente servilismo.

O futebol português é uma festa.

Jornal O Benfica - 9/9/2022

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