terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Escócia

Por razões familiares, em tempo de pandemia, teletrabalho, semi confinamentos, quarentenas e afins, é na Escócia que tenho passado a maior parte do tempo desde finais de Agosto. Festejei o sorteio que juntou Rangers e Benfica perante a possibilidade de poder ver ao vivo o Benfica neste país, embora cedo tenha percebido que se afiguraria bastante improvável. Faltam 48 horas para o início do jogo e ainda não desisti.

Para quem não conhece, descrevo a Escócia numa única palavra: Imperdível. Quem já cá veio sabe que não exagero. E aos bem-aventurados futuros visitantes, confiantes nos seus conhecimentos do idioma local, recomendo que se preparem mentalmente para a seguinte realidade: se é inglês que os escoceses falam, não foi inglês que vos ensinaram na escola. Eventualmente o ouvido é treinado, garanto-vos, porém, demora anos. Vale que, apesar do ar abrutalhado desta gente, predomina a simpatia para com os estrangeiros – não sendo estes ingleses, claro está – o que facilita a comunicação. E acrescento um detalhe relevante O verão, aqui, é um mito. Ao contrário do vento, que se faz sentir forte e quase constantemente.

Retomando o que verdadeiramente interessa, e perante a hipótese, ainda que remota, de poder ir ao Ibrox ver o Benfica, um amigo desabafou que, com tantas ausências, no meu lugar não iria. Não poderia discordar mais deste estado de alma. O meu amor ao Benfica é incondicional. Num certo sentido, as circunstâncias são irrelevantes na minha vivência do benfiquismo, só influindo no estado de espírito, nunca nos traços identitários. E convenhamos que, perspectivando o onze provável a dois dias do jogo, recheado de internacionais, fica demonstrada a qualidade do nosso plantel. Acredito num bom resultado!

Jornal O Benfica - 27/11/2020

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