quinta-feira, 12 de abril de 2018

Pelo Benfica


Desafio os estimados leitores a adivinharem se a doutrina subjacente à afirmação de que “só a via do radicalismo pode pôr termo ao actual estado de coisas. Todas as açcões devem ser consideradas para nos libertarmos das amarras deste regime corrupto e opressor” emanou das cabeças pensantes do Daesh, do Baader Meinhof, da ETA ou do Baluarte do Dragão, considerado o canal oficioso da comunicação portista. E adivinhem também se a ameaça “não vai a bem, um dia vai ter que ser a mal” foi formulada por um qualquer fanático idiota e irresponsável ou se por um agente desportivo, no caso oficial de ligação aos adeptos, Fernando Saul.

O interessante é que, no futebol português, regime corrupto lembra-me o caso “apito dourado”, regime opressor remete-me para os ataques frequentes às Casas do Benfica na cidade do Porto e arredores e o “se não vai a bem, um dia terá que ir a mal” recorda-me a interpelação a Artur Soares Dias no centro de treinos de árbitros na Maia. É com esta corja que nos batemos, sem que o tenhamos desejado ou provocado deliberadamente. Porém, ao ganharmos, provocámo-la mesmo que inadvertidamente. Já são quatro anos consecutivos a espicaçá-los, com triunfos, para revelarem a sua natureza...

Neste contexto impensável, o nosso trunfo será sempre o benfiquismo. Como uma vez disse Ribeiro dos Reis, “o Benfica, só o Benfica e nada mais que o Benfica” e é pelo Benfica que, na medida das nossas capacidades, tentaremos obter uma vitória neste fim-de-semana, à qual, se espera, seguirão outras que nos conduzirão ao desígnio do penta. Pelo Benfica e não contra alguém, por mais arrivista que seja.

P.S. Parabéns à nossa equipa de voleibol!

Jornal O Benfica - 13/4/2018

Fim de quarentena

Todos estamos agradecidos aos benfiquistas que há uns poucos meses dedicaram parte do seu tempo, dinheiro e esforço para homenagearem vint...